PT pede ao STF fim do sigilo no caso Banco Master

Partido protocolou pedidos a André Mendonça e Flávio Dino e afirma que vazamentos seletivos podem afetar a disputa eleitoral de 2026.

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Redação
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O PT pediu ao STF a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master.
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O PT pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Os pedidos foram encaminhados aos ministros André Mendonça e Flávio Dino, relatores de processos sobre a instituição financeira.

A iniciativa ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender, na quarta-feira (9), a abertura completa dos dados das investigações. Segundo a legenda, a manutenção do sigilo, em meio à circulação de informações selecionadas, pode influenciar a disputa presidencial de 2026.

PT apresenta pedidos a dois ministros

As petições do partido foram assinadas pelo advogado Ângelo Ferraro. Ele também atua como coordenador jurídico da campanha de reeleição de Lula.

O PT dirigiu os requerimentos a André Mendonça e Flávio Dino porque os dois ministros relatam processos referentes ao Banco Master. A legenda pede que o conteúdo hoje submetido a sigilo seja tornado público.

O pedido trata do regime de acesso aos autos das investigações. Portanto, não se limita à divulgação de informações que já tenham circulado fora dos canais institucionais.

Legenda questiona vazamentos seletivos

Na argumentação apresentada ao STF, o PT sustenta que o sigilo perde sua finalidade quando partes do material passam a circular de forma seletiva. Para o partido, esse mecanismo deixa de resguardar a investigação e permite que terceiros escolham o que divulgar.

É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

A legenda afirma que informações divulgadas sem o contexto completo podem produzir leituras parciais do caso. Ao mesmo tempo, pessoas ou partidos citados em trechos divulgados não teriam acesso ao conjunto reservado para apresentar contrapontos, segundo a petição.

O PT também relaciona o tema à equidade eleitoral. Na avaliação exposta nos pedidos, o acesso desigual às informações cria diferença entre quem conhece os autos e quem toma conhecimento apenas de conteúdos publicados pela imprensa.

Lula defende abertura completa

Antes do protocolo das petições, Lula publicou nas redes sociais uma defesa da quebra integral do sigilo das investigações envolvendo todos os citados no caso. O presidente também criticou o que classificou como vazamentos seletivos com impacto na corrida eleitoral.

Ao tratar do assunto, Lula associou a divulgação parcial de informações ao ambiente da eleição de 2026. A manifestação presidencial antecedeu o movimento formal do PT perante o Supremo.

O presidente citou a Operação Spoofing como referência para a condução do tema. Essa mesma comparação foi incorporada à fundamentação apresentada pela sigla aos relatores.

Petição cita decisão da Operação Spoofing

O PT mencionou a decisão tomada em 2019 pelo então ministro do STF Ricardo Lewandowski no âmbito da Operação Spoofing. Naquele caso, Lewandowski retirou o sigilo de mensagens trocadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato.

Segundo o material apresentado pelo partido, a decisão ocorreu em um contexto de vazamentos. A legenda usa esse precedente para defender que a publicidade dos autos pode ser uma resposta à circulação fragmentada de informações.

Agora, caberá aos relatores André Mendonça e Flávio Dino analisar os pedidos protocolados pelo PT nos processos sob suas relatorias. A demanda da legenda é pela retirada do sigilo das investigações do caso Banco Master.

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