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A Nissan Frontier aparece na primeira posição entre as picapes com maior índice proporcional de roubos e furtos em São Paulo, com 7,8 registros por mil veículos na metodologia do Guia Carros. O indicador foi elaborado com boletins de ocorrência da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e informações sobre a frota da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes aos 12 meses encerrados em agosto de 2026.

Na sequência aparecem a Volkswagen Saveiro, com 5,4 casos por mil veículos, e a Toyota Hilux, com 4,6. O ranking considera modelos de até dez anos de idade e busca comparar a frequência dos crimes com o tamanho da frota, evitando tratar automaticamente os veículos mais vendidos como os mais arriscados.

Picapes com maiores índices

Na classificação proporcional publicada pelo Guia Carros, a Mitsubishi L200 também figura entre as picapes com índice elevado, alcançando 4,8 ocorrências a cada mil unidades. Por esse critério, aparece à frente da Hilux. A relação completa considera modelos elegíveis ao universo da pesquisa e não se limita a picapes novas.

O levantamento atribui à Frontier 274 ocorrências no período de referência. Já a Saveiro somou 1.022 registros, número absoluto muito superior, apesar do índice proporcional menor. A diferença decorre, em parte, da quantidade de veículos de cada modelo existentes na frota paulista.

Modelo Casos Por mil veículos
Nissan Frontier 274 7,8
Volkswagen Saveiro 1.022 5,4
Mitsubishi L200 172 4,8
Toyota Hilux 400 4,6
Fiat Toro 848 3,3
Fiat Strada 1.060 2,7

Fonte: Guia Carros, com registros da SSP-SP e dados de frota da Senatran, 12 meses até agosto de 2026.

A Fiat Strada, por exemplo, registrou 1.060 ocorrências, mas apresentou índice de 2,7 por mil. Esse tipo de comparação é importante para quem usa os números ao avaliar proteção, estacionamento ou contratação de seguro.

Volume não representa risco

O número bruto de boletins contabiliza quantas vezes determinado modelo apareceu nos registros de crimes. Um veículo amplamente presente nas ruas tende a acumular ocorrências mesmo quando a probabilidade individual de subtração não é a mais alta da categoria.

Para reduzir essa distorção, o índice divide as ocorrências pela frota paulista do respectivo modelo. O cálculo do Guia Carros inclui veículos de até dez anos, com base na frota da Senatran, e exige um universo mínimo de unidades para que a comparação tenha consistência.

O indicador combina roubos, praticados com violência ou ameaça, e furtos, nos quais não há abordagem violenta à vítima. São crimes diferentes, e a reunião das categorias é uma escolha metodológica para analisar subtrações de veículos.

Os valores apresentados não correspondem à chance exata de um motorista sofrer um crime em um bairro específico. Uso do automóvel, cidade, horários e condições de estacionamento podem alterar a exposição cotidiana e não são controlados individualmente pelo índice geral.

Bairros exigem leitura cuidadosa

Um levantamento distinto da Ituran, publicado com dados da SSP-SP para janeiro a julho de 2026, contabilizou 25.065 roubos e furtos de veículos de passeio e utilitários na Região Metropolitana de São Paulo, queda de 13,3% em relação a igual intervalo de 2025.

Naquele recorte mais amplo, a capital concentrou a maior parcela dos registros. Entre os bairros com maior quantidade absoluta de casos de veículos, uma compilação apontou Penha, Ipiranga e Vila Mariana nas primeiras posições, mas o universo abrange diversas categorias, não apenas picapes.

Não é correto transportar automaticamente essa classificação de todos os automóveis para um ranking de risco específico das caminhonetes. Também não se deve combinar o período de janeiro a julho com a janela de 12 meses do índice por modelo como se fossem uma mesma pesquisa.

O predomínio do furto sobre o roubo é outra característica do levantamento regional. De janeiro a julho, os furtos representaram 87,46% das ocorrências computadas pela Ituran, em comparação com 83,20% no mesmo período do ano anterior.

Como interpretar os dados

O levantamento por modelo serve para observar diferenças proporcionais de exposição, enquanto os dados por bairro ajudam a identificar a concentração geográfica dos registros policiais. Ambos dependem de boletins de ocorrência e, portanto, refletem fatos formalmente comunicados às autoridades.

Na comparação entre picapes, a Frontier aparece com a taxa mais alta entre os modelos relacionados, mas não lidera o total bruto de ocorrências. A Strada soma mais casos em números absolutos, evidenciando por que um único ranking não responde a todas as perguntas sobre segurança automotiva.

Para consultar a realidade de uma região determinada, é necessário delimitar período, localidade, tipo de crime e categoria do veículo. Rankings com metodologias diferentes não devem ser fundidos sem reprocessar as bases de dados originais.

A SSP-SP disponibiliza bases de ocorrências policiais, e a Senatran publica informações sobre a frota. São esses registros que sustentam o cálculo do indicador proporcional utilizado na comparação de modelos.

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