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O deputado federal André Janones (Rede-MG), de 42 anos, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (19), após apresentar arritmia cardíaca e falta de ar. Ele acompanhou o debate presidencial de domingo (18) entre Lula e Flávio Bolsonaro e recebeu atendimento médico nas horas seguintes.

O quadro é considerado clinicamente estável, de acordo com informações divulgadas pela equipe de saúde. O parlamentar permanece sob monitoramento cardíaco da cardiologista Ludhmila Hajjar. A proximidade temporal entre o debate e a internação não demonstra que o evento político tenha causado a alteração no ritmo do coração.

Equipe relata quadro estável

A chefia de gabinete informou que o deputado chegou ao hospital pouco antes das 2h, com arritmia descrita como grave e sensação de falta de ar. A avaliação clínica levou à internação para acompanhamento intensivo, diante da necessidade de observar os batimentos e prevenir novos episódios.

Boletim divulgado ao longo desta segunda-feira apontou estabilidade e ausência de novas arritmias desde a internação. A expectativa informada era de alta nas 48 horas seguintes, sujeita à evolução clínica e à decisão dos médicos. Previsão de alta não significa que a liberação já tenha ocorrido.

Janones integra a bancada mineira na Câmara e participa da mobilização de apoiadores de Lula nas redes sociais. Ele administra o canal de mensagens chamado Exército do Lula, com milhões de participantes. Sua hospitalização ocorreu na reta final da campanha eleitoral, a seis dias da votação.

O que caracteriza arritmia

Arritmia cardíaca é uma alteração da frequência ou regularidade dos batimentos. Em alguns casos, o coração acelera; em outros, bate mais devagar ou de maneira irregular. O termo descreve situações com gravidades diferentes e não define sozinho a causa nem o prognóstico de uma pessoa.

Os sintomas possíveis incluem palpitações, tontura, cansaço, desconforto no peito, falta de ar e, em quadros mais severos, perda de consciência. Alguns episódios são passageiros e outros exigem investigação imediata, principalmente quando provocam alterações importantes da circulação.

Uma avaliação costuma começar por histórico clínico, exame físico e eletrocardiograma, que registra a atividade elétrica cardíaca. Quando a alteração é intermitente, a equipe médica pode utilizar monitorização prolongada, como Holter, e exames complementares conforme a suspeita diagnóstica.

O nome do tipo específico de arritmia apresentado pelo parlamentar não havia sido divulgado na informação clínica consultada. Sem essa definição, não é adequado atribuir a ele um mecanismo particular ou um risco individual além do que os médicos anunciaram.

Sono e doenças influenciam

Entre os fatores associados a algumas arritmias estão doenças cardíacas prévias, alterações dos eletrólitos do sangue, distúrbios da tireoide, consumo elevado de estimulantes e determinados medicamentos. Idade, genética, álcool e condições metabólicas podem contribuir conforme o tipo de alteração.

Estresse, noites mal dormidas e rotina irregular podem favorecer palpitações ou precipitar episódios em pessoas predispostas. Entretanto, o fato de um paciente ter vivido uma situação intensa antes da crise não permite estabelecer uma relação causal sem investigação médica.

No caso de Janones, não foi divulgada conclusão sobre a origem da arritmia, nem informação confirmada que atribua o episódio a uma doença anterior. O acompanhamento hospitalar serve justamente para avaliar a resposta clínica e a necessidade de tratamento adicional.

Quando procurar atendimento urgente

Falta de ar importante, dor no peito, desmaio, confusão ou palpitações acompanhadas de mal-estar intenso justificam avaliação médica urgente. Esses sinais podem ocorrer por problemas cardíacos e também por outras causas que precisam ser diferenciadas por profissionais de saúde.

O tratamento de arritmias varia conforme o diagnóstico e pode incluir medicamentos, correção de fatores desencadeantes, procedimentos para restaurar o ritmo ou dispositivos implantáveis em situações específicas. A escolha não deve ser feita com base apenas na sensação de batimento acelerado.

Para pessoas sem sintomas graves, registrar o horário das crises, a duração, medicamentos em uso e sintomas associados pode ajudar na consulta. Em episódios súbitos com sinais de gravidade, a prioridade é o atendimento imediato, e não a tentativa de interpretar o quadro apenas pelas informações disponíveis na internet.

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