O ministro André Mendonça afastou nesta terça-feira (8) o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. Mendonça é relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, o ministro determinou o afastamento preventivo de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. A decisão foi tomada após a divulgação, na semana passada, de um relatório atribuído à corporação pelo ministro Alexandre de Moraes.
Decisão afasta direção da PF
Andrei Rodrigues deixou a direção-geral da Polícia Federal por decisão de André Mendonça. O ministro tomou a medida no âmbito do processo sobre o Banco Master que relata no STF.
A determinação também alcançou Leandro Almada, que dirige a área de Inteligência da corporação. No caso de Almada, Mendonça estabeleceu afastamento preventivo.
Assim, a decisão atingiu dois postos da cúpula da Polícia Federal: a direção-geral e a Diretoria de Inteligência.
Caso Banco Master chega ao STF
Mendonça atua como relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Foi nessa condição que decidiu afastar os dois dirigentes da Polícia Federal.
O episódio também envolve Alexandre de Moraes, ministro do STF. Na semana passada, Moraes tornou público um relatório atribuído à Polícia Federal.
A divulgação do documento antecedeu a decisão anunciada por Mendonça nesta terça-feira. O relatório passou a integrar a controvérsia relacionada ao caso Master.
Relatório sugere direcionamento
O relatório divulgado por Moraes sugere um possível direcionamento das investigações sobre o caso Banco Master. Segundo o material, o alvo seriam desafetos políticos de Mendonça.
A sugestão registrada no documento esteve entre os elementos citados no contexto da decisão. No entanto, Mendonça se referiu especificamente à divulgação de relatórios de inteligência da Polícia Federal.
Dessa forma, a medida determinada pelo relator ocorreu depois que o conteúdo foi tornado público por outro ministro da Corte.
Mendonça cita urgência da medida
Ao justificar a decisão, Mendonça mencionou o que classificou como “superlativa gravidade” e “ilicitude” na divulgação de relatórios de inteligência da PF por Alexandre de Moraes.
O ministro afirmou que a situação exigia providências imediatas. Ele vinculou essa necessidade à proteção das prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da atividade policial.
Com isso, Mendonça fundamentou os afastamentos na urgência que atribuiu ao episódio envolvendo a divulgação dos relatórios.


