Benedita lidera ao Senado no RJ e PL empata na briga pela 2ª vaga

Pesquisa Quaest aponta a petista com 15% das intenções de voto no estado, enquanto Carlos Jordy e Carlos Portinho aparecem empatados com 10% cada na corrida pelas duas vagas.

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Redação
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Eleitores no Rio de Janeiro definirão duas vagas para o Senado Federal nas próximas eleições de 2026.
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A corrida eleitoral para o Senado Federal no estado do Rio de Janeiro ganhou novos contornos com a divulgação de um levantamento da Quaest nesta quarta-feira (23). O cenário inicial aponta a deputada federal Benedita da Silva (PT) na liderança isolada da disputa pelas duas vagas em aberto na Casa legislativa.

A pesquisa traz Benedita da Silva com 15% das intenções de voto no estado fluminense. Logo atrás, os deputados federais Carlos Jordy e Carlos Portinho, ambos do PL, aparecem empatados tecnicamente na segunda colocação, registrando 10% cada na preferência do eleitorado monitorado pela sondagem.

Cenário e principais concorrentes

O levantamento detalha ainda a posição de outros nomes cotados para a disputa majoritária no Rio de Janeiro. O deputado federal e ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) aparece com 7% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal Pedro Paulo (PSD), que pontua com 6%.

A lista de pré-candidatos também inclui a vereadora Monica Benicio (PSOL), com 4%, e o ex-prefeito de Belford Roxo Waguinho (Republicanos), que soma 3%. Outros nomes na disputa registraram patamares menores de intenção de voto nesta rodada divulgada.

O biólogo Helio Secoo (Missão), a advogada Michelly Xavier (UP) e o vereador Marcos Dias (Podemos) pontuaram com 1% cada. Já Paula Falcão (PSTU), Luciano Mattos (PRTB), Vinicius Benevides (UP), Luiz Eugenio (UP) e Ó Clemente (Democrata) não pontuaram no levantamento.

Eleitorado indeciso e nulos

Um dos destaques da pesquisa Quaest é o volume expressivo de eleitores que ainda não definiram seu voto ou que pretendem rejeitar as opções apresentadas no cenário estimulado. Esse grupo representa uma fatia decisiva para o rumo da campanha nos próximos meses.

Os eleitores que declararam intenção de votar em branco, nulo ou que afirmaram que não vão votar somam 21% do total. Na mesma proporção, outros 21% dos entrevistados afirmaram estar indecisos, demonstrando margem ampla para movimentação dos candidatos.

A indefinição sobre a segunda vaga e o alto índice de eleitores em aberto mantêm o tabuleiro político em aberto. As campanhas tendem a intensificar a busca por esse contingente nas próximas semanas para consolidar posições na corrida eleitoral.

Metodologia e registro

A pesquisa da Quaest foi realizada com base em entrevistas presenciais com eleitores em território fluminense. O trabalho de campo ocorreu entre os dias 19 e 22 de setembro, captando o panorama político do período no estado.

O instituto ouviu um total de 1.302 pessoas durante os dias de sondagem. A margem de erro estimada para o levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela Globo e devidamente registrado na Justiça Eleitoral. A pesquisa consta nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de protocolo RJ-04982/2026.

Disputa proporcional no estado

A disputa pelo Senado no Rio de Janeiro renovará duas cadeiras no Congresso Nacional, o que altera a dinâmica de alianças partidárias e estratégias de palanque. A presença de múltiplos nomes fortes na disputa reflete a fragmentação política característica do estado.

Com partidos dividindo forças e lançando candidaturas competitivas, o desempenho de legendas como o PL e o PT atrai atenções especializadas. A configuração das chapas estaduais impacta diretamente a captação de votos e o tempo de exposição dos concorrentes.

Novas rodadas de pesquisas nos próximos meses deverão indicar se o eleitorado consolidará a liderança atual ou se haverá migração de votos entre os concorrentes à medida que a campanha ganhe mais visibilidade pública.

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