A disputa pelo governo do Rio de Janeiro ganhou novos contornos com a divulgação de uma pesquisa da Quaest nesta quarta-feira. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) aparece na liderança da corrida eleitoral para o Palácio Guanabara, registrando 35% das intenções de voto no cenário estimulado do primeiro turno que inclui todas as candidaturas postas na disputa estadual.
O levantamento aponta o deputado estadual Douglas Ruas (PL) na segunda colocação, com 23% da preferência do eleitorado fluminense. A distância entre os principais colocados movimenta o cenário político local e atrai atenções para as estratégias dos partidos nas semanas decisivas que antecedem a votação oficial nas urnas de todo o estado.
A pesquisa foi realizada de forma presencial com 1.302 eleitores entre os dias 19 e 22 de setembro. O nível de confiança estimado é de 95%, com margem de erro fixada em três pontos percentuais para mais ou para menos. O registro oficial da consulta está protocolado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-04982/2026.
Cenários com e sem impugnações
O levantamento também testou um cenário alternativo sem a participação de Garotinho (Republicanos), cujo registro de candidatura enfrentou decisões nas instâncias da Justiça Eleitoral do estado. Neste panorama sem o ex-governador, Eduardo Paes vai a 38% das intenções de voto, enquanto Douglas Ruas alcança 25% da preferência total dos entrevistados.
Na simulação com a presença de Garotinho, o candidato do Republicanos pontua com 8% da preferência. O cenário do primeiro turno ainda conta com postulantes como Cyro Garcia, William Siri, Coronel Busnello, André Marinho e Juliete Pantoja, que figuram com percentuais menores na sondagem realizada pelo instituto.
O grupo de eleitores indecisos soma 16% no cenário principal, ao passo que aqueles que declaram intenção de votar em branco, nulo ou que afirmam não comparecer às urnas representam 12% do total de entrevistados ouvidos pela pesquisa registrada.
Dinâmica da campanha estadual
A movimentação nas bases eleitorais reflete a intensificação das agendas de campanha em território fluminense, com debates sobre propostas para a gestão pública ganhando espaço no cotidiano dos eleitores. A proximidade numérica em algumas faixas do eleitorado reforça a alta competitividade do pleito.
Os números consolidados servem para orientar as estratégias dos comitês partidários na reta final da campanha. Candidatos buscam consolidar apoios tradicionais na Região Metropolitana e ampliar o alcance de suas propostas estruturais nas diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro.
As equipes jurídicas das coligações também seguem monitorando o andamento dos processos de regularização de candidaturas nas instâncias da Justiça Eleitoral, fator que pode alterar a configuração definitiva das opções disponíveis na urna eletrônica.
Metodologia e próximos passos
Contratada para avaliar o cenário político, a pesquisa seguiu os critérios exigidos pela legislação eleitoral vigente para garantir a representatividade demográfica e socioeconômica da amostra coletada. A apuração reflete fielmente o retrato do momento político analisado nas urnas.
Novas rodadas de pesquisas de intenção de voto devem ser divulgadas nos próximos dias para medir eventuais oscilações na preferência popular após a veiculação dos programas de rádio, televisão e inserções partidárias distribuídas ao longo da programação oficial.
A definição final sobre quem administrará o estado a partir do próximo período administrativo caberá exclusivamente ao eleitorado fluminense no dia do pleito, considerando todos os desdobramentos jurídicos e políticos da disputa majoritária.
Resultados detalhados da consulta
No cenário principal avaliado pelo instituto, os índices refletem a distribuição atual das intenções de voto para o governo estadual. Eduardo Paes lidera com 35% ou 36% conforme o arredondamento analítico, seguido por Douglas Ruas com 23% da preferência geral dos votantes ouvidos.
Os demais concorrentes apresentam variações modestas na tabela geral, enquanto índices expressivos de eleitores ainda mantêm dúvidas ou rejeitam as alternativas postas, evidenciando espaço para conversão de votos até o encerramento oficial da campanha eleitoral.
A divulgação de dados estatísticos oficiais permanece como principal termômetro para analistas e eleitores acompanharem a evolução das forças políticas envolvidas na disputa pelo comando do Palácio Guanabara nos próximos anos.


