Jovem é presa após cão ser achado desnutrido e ferido no Paraná

Animal foi encontrado às margens de uma rodovia em Paraíso do Norte; tutora de 18 anos disse que o cachorro havia fugido três dias antes, versão considerada incompatível pela polícia.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
7 min leitura
Animal foi encontrado às margens de uma rodovia em Paraíso do Norte; tutora de 18 anos disse que o cachorro havia fugido três dias antes, versão considerada incompatível pela polícia.
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

Uma jovem de 18 anos foi presa em flagrante por maus-tratos a um cão em Paraíso do Norte, no noroeste do Paraná. O animal foi encontrado por policiais civis às margens de uma rodovia em estado de aparente abandono, com sinais de desnutrição, ferimento em uma das patas e sarna espalhada pelo corpo.

Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, a equipe retornava de diligências realizadas em São Carlos do Ivaí quando avistou o cachorro. Diante das condições físicas do animal, os agentes fizeram o recolhimento e o levaram para a Delegacia de Polícia de Paraíso do Norte.

Cão é encontrado debilitado

O cachorro, de porte médio, chamou a atenção dos policiais por estar sozinho na margem da rodovia e apresentar sinais visíveis de falta de cuidados. Além da magreza acentuada, havia uma lesão em uma das patas e quadro de sarna.

As condições em que o animal foi localizado levaram a equipe a tratar o caso como possível abandono e maus-tratos. O cão foi retirado do local para receber encaminhamento adequado e para que a origem da situação fosse investigada.

A ocorrência ganhou peso adicional porque, segundo a Polícia Civil, familiares da tutora já haviam recebido orientação na semana anterior sobre os cuidados que deveriam ser adotados com o animal.

A combinação entre o estado físico do cachorro, o local em que ele foi encontrado e o histórico recente de orientação à família foi considerada relevante pela autoridade policial.

Tutora apresenta versão à polícia

Após a localização do cão, a jovem apontada como tutora foi encaminhada à unidade policial para prestar esclarecimentos. Em depoimento, ela afirmou que o animal havia fugido da residência cerca de três dias antes.

A versão, porém, foi considerada incompatível com as circunstâncias constatadas pelos investigadores. A distância entre a casa e o ponto onde o cachorro foi achado foi um dos elementos analisados.

Também pesaram as condições físicas do animal. Segundo a apuração, os sinais de desnutrição, ferimento e sarna não condiziam, na avaliação policial, com um problema surgido apenas após uma fuga recente.

A autoridade responsável pela delegacia entendeu que havia elementos suficientes para caracterizar uma situação de abandono e maus-tratos e deu continuidade ao procedimento de flagrante.

Medicamentos não foram apresentados

Durante o atendimento, a jovem também declarou que o cachorro estaria passando por tratamento veterinário e que medicamentos teriam sido usados nos cuidados com o animal.

Os policiais solicitaram que esses produtos fossem apresentados para comprovar a informação. De acordo com o registro divulgado, os medicamentos não foram entregues à equipe.

A ausência dessa comprovação foi considerada mais um elemento relevante para a avaliação do caso. A polícia confrontou a explicação apresentada com o estado de saúde observado no momento do resgate.

Não foram divulgados detalhes sobre eventual atendimento veterinário posterior nem laudos completos sobre o quadro clínico do cão. As informações confirmadas até agora se concentram no estado em que ele foi encontrado pela equipe.

Prisão é ratificada na delegacia

Após os depoimentos e a análise das circunstâncias, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante da jovem pelo crime de maus-tratos previsto na legislação ambiental.

A suspeita foi encaminhada à Cadeia Pública de Cianorte, onde permaneceu à disposição da Justiça. A continuidade da prisão e os próximos passos processuais dependem das decisões judiciais posteriores ao flagrante.

O nome da jovem não foi divulgado nas informações consultadas. Também não há confirmação pública, até o momento, de eventual audiência de custódia ou de medida cautelar aplicada após a prisão.

O caso seguirá para apuração formal, com possibilidade de análise de testemunhos, documentos e outros elementos que possam esclarecer a responsabilidade pelos cuidados dispensados ao animal.

Maus-tratos podem gerar prisão

A legislação brasileira prevê punição criminal para maus-tratos a cães e gatos. A conduta pode envolver abandono, falta de alimentação adequada, ausência de cuidados básicos ou exposição deliberada do animal a sofrimento.

Nos casos envolvendo cães e gatos, a pena é mais severa do que a prevista de forma geral para outros animais, refletindo alterações feitas na legislação ambiental nos últimos anos.

A caracterização do crime depende das circunstâncias concretas e das provas reunidas em cada investigação. Por isso, a prisão em flagrante representa uma etapa inicial do processo e não equivale a uma condenação definitiva.

No caso de Paraíso do Norte, a polícia baseou a medida no estado em que o cão foi encontrado, no local da ocorrência e nas informações obtidas durante o atendimento.

Caso reforça alerta sobre abandono

A ocorrência também chama atenção para a necessidade de comunicação rápida às autoridades diante de suspeitas de abandono ou maus-tratos. Situações desse tipo podem se agravar em pouco tempo, especialmente quando o animal está doente, ferido ou sem acesso a alimento e água.

Em Paraíso do Norte, a Polícia Civil integra a estrutura da 8ª Subdivisão Policial de Paranavaí e mantém unidade própria no município para registro e investigação de ocorrências.

Denúncias sobre maus-tratos podem ser encaminhadas aos órgãos de segurança e de proteção animal responsáveis em cada cidade. Quando há risco imediato, a orientação geral é acionar as autoridades para permitir o resgate e a preservação de provas.

O cachorro encontrado nesta ocorrência foi retirado da rodovia pelos próprios policiais. As informações públicas disponíveis não detalham, até agora, para onde ele foi levado depois da passagem pela delegacia nem qual foi sua evolução clínica.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *