Polícia procura namorado de Isabelle e apreende eletrônicos da mãe dele

João Munhoz Neto não foi localizado em diligências no Ceará; celular e tablet da mãe dele foram recolhidos e serão analisados.

Da
Redação
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A Polícia Civil do Ceará procura João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta no pátio do condomínio onde vivia em Fortaleza. A busca pelo homem é o principal fato novo da investigação nesta segunda-feira, 21, depois de novas diligências realizadas no fim de semana.

Durante a operação, policiais localizaram a mãe de João na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido, e um celular e um tablet foram recolhidos para perícia. O aparelho telefônico de Isabelle também já foi periciado, e seu conteúdo está em análise.

Polícia tenta localizar namorado

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que equipes seguem fazendo diligências para encontrar João. Até a atualização mais recente, ele não havia sido localizado pelas autoridades.

Equipes da PCCE realizam diligências para localizar o namorado de Isabelle, mas, até o momento, não o encontraram.

Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará

A condição de procurado não significa, por si só, que João seja apontado como autor de crime. A Polícia Civil não anunciou publicamente uma imputação contra ele relacionada à morte da estudante. O objetivo declarado das diligências é avançar na apuração e reunir informações sobre os acontecimentos anteriores e posteriores ao óbito.

A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, afirma que tentou falar com João depois de perder contato com a filha e não obteve resposta. Segundo ela, o homem deixou de prestar esclarecimentos à família após a morte.

A localização de João é considerada relevante para que os investigadores possam confrontar versões, esclarecer deslocamentos e complementar a cronologia que está sendo reconstruída com imagens e dados eletrônicos.

Eletrônicos entram na perícia

O celular e o tablet apreendidos com a mãe de João serão submetidos a exames. A polícia busca informações que possam contribuir para a investigação, respeitando os limites definidos pela ordem judicial que autorizou a apreensão.

O telefone de Isabelle também é uma das peças examinadas. O conteúdo pode ajudar a identificar contatos, mensagens, horários e outros registros relevantes para reconstruir os últimos dias e as últimas horas da estudante.

As autoridades também analisam imagens das câmeras de segurança do condomínio. Os registros permitem acompanhar parte dos deslocamentos de Isabelle e de outras pessoas no prédio e são usados em conjunto com depoimentos e exames periciais.

Oito pessoas entram nas oitivas

A Polícia Civil informou que quatro pessoas já foram ouvidas e que outras quatro têm depoimentos programados. A lista de testemunhas faz parte de uma investigação que tenta esclarecer o que ocorreu no condomínio da Aldeota na noite de 13 de setembro.

As imagens de segurança são confrontadas com os relatos colhidos. Registros divulgados anteriormente mostraram movimentações no prédio ao longo das horas anteriores à morte, mas a autoridade policial ainda não apresentou conclusão definitiva sobre a dinâmica do caso.

A Perícia Forense do Estado do Ceará identificou lesões no corpo de Isabelle compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais não encontraram substâncias de interesse toxicológico, e análises complementares foram anunciadas pela perícia.

A investigação, portanto, combina três frentes principais: depoimentos, evidências digitais e exames periciais. A busca pelo namorado acrescenta uma nova etapa a esse conjunto de diligências.

Morte ocorreu em 13 de setembro

Isabelle foi encontrada morta em uma área comum do condomínio onde vivia com João e familiares dele, no bairro Aldeota. A estudante cursava Direito e tinha 22 anos.

A família soube da morte depois que Isorlanda foi ao prédio em busca da filha. A mãe afirma que havia tentado contato repetidas vezes e que não recebeu comunicação direta sobre o ocorrido antes de chegar ao condomínio.

Desde que o caso se tornou público, parentes têm pedido esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte. A polícia mantém a apuração aberta e ainda reúne elementos para estabelecer uma sequência completa dos fatos.

O avanço mais recente é a tentativa de localizar João Munhoz Neto e a apreensão dos aparelhos eletrônicos de sua mãe, que agora se somam ao celular da estudante, às imagens do condomínio e aos depoimentos já colhidos.

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