O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na noite de terça-feira (15) que é preciso investigar todos os possíveis envolvidos nas fraudes financeiras do Banco Master. A declaração foi dada em entrevista à TV Record.
Ao comentar o caso, Lula também defendeu que não haja exceções na apuração. Segundo o presidente, as instituições devem esclarecer responsabilidades e levar eventuais suspeitos a julgamento.
As falas ocorreram após uma sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a unificação de processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Lula pede apuração sem exceções
O presidente questionou a ausência de voto dos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques no julgamento e citou a necessidade de identificar quem teria participado da trama relacionada ao Banco Master.
Em sua declaração, Lula afirmou que a investigação deve alcançar todas as pessoas que possam ter relação com as fraudes financeiras. Ele disse que não deve haver ninguém fora do alcance do julgamento caso existam suspeitas.
Não tem trégua, é preciso investigar todos”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Para o presidente, a apuração é necessária também para que o país possa enfrentar os responsáveis e produzir resultados para a população.
STF interrompe julgamento após vista
A sessão extraordinária discutia se os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam ser unificados. O julgamento não chegou a uma conclusão definitiva.
O ministro Flávio Dino pediu vista do processo. Depois disso, o presidente do STF, Edson Fachin, encerrou a sessão.
Até a interrupção, o placar era de 4 votos a 3 pela manutenção dos processos separados. A análise será retomada em data ainda não definida no material informado.
Toffoli e Nunes Marques ficam fora
No início do julgamento, Kassio Nunes Marques declarou impedimento. Dias Toffoli, por sua vez, declarou suspeição por foro íntimo.
Não dá para o brasileiro ver a Suprema Corte perdendo credibilidade.”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
Com essas decisões, os dois ministros não participaram da votação sobre a unificação dos processos. Lula mencionou ambos ao tratar da sessão.
O presidente também atribuiu a Fachin a responsabilidade de conduzir o esclarecimento dos fatos que estejam sob análise da Corte.
Presidente cobra credibilidade da Corte
Lula afirmou que o STF dispõe das informações necessárias para apurar responsabilidades. Ele defendeu que o tribunal examine o que classificou como questões mantidas em segredo de Estado por André Mendonça.
Na entrevista, o presidente relacionou a continuidade das investigações à confiança da população no Supremo. Para ele, a Corte precisa evitar perda de credibilidade diante dos brasileiros.
O julgamento sobre a unificação dos processos permanece sem decisão final após o pedido de vista de Flávio Dino.


