Defesa de Moraes nega diálogos e conflito com Banco Master

Ministro do STF também cita tentativa de golpe em manifestação apresentada para sessão desta terça-feira.

Da
Redação
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Ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF • Sophia Santos/STF
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A defesa de Alexandre de Moraes apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) negou a veracidade de diálogos atribuídos ao ministro e ao banqueiro Daniel Vorcaro. O documento também rejeitou conflitos no contrato firmado entre o escritório de Viviane Barci, esposa do magistrado, e o Banco Master.

A manifestação foi apresentada para uma sessão do STF prevista para esta terça-feira. Além disso, Moraes retomou os ataques de 8 de janeiro de 2023 e afirmou, no documento, que a tentativa de golpe teria mudado de estratégia.

Defesa nega diálogos atribuídos

O ministro contestou a autenticidade de supostos diálogos mapeados pela Polícia Federal e atribuídos a ele e a Vorcaro. As conversas teriam sido registradas em prints mantidos no bloco de notas do celular do banqueiro.

Segundo a reportagem que revelou o teor da defesa, Moraes sustentou que os diálogos não são verdadeiros. A negativa foi um dos pontos que chamou a atenção de líderes governistas que acompanham a crise envolvendo o STF.

Na avaliação relatada por esses interlocutores, a estratégia do ministro depende da dificuldade de se provar, sem margem de dúvida, que ele era de fato o destinatário das mensagens registradas no aparelho de Vorcaro.

Ministro contesta contrato com banco

A defesa também negou a existência de conflitos no contrato firmado pelo escritório de Viviane Barci com o Banco Master. Barci é esposa de Moraes.

A tentativa de golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas, assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA”

Alexandre de Moraes, em defesa apresentada ao STF

A manifestação apresentada ao STF reuniu a negativa sobre os diálogos e a contestação de conflitos no contrato com o Banco Master.

O documento tratou os dois temas na defesa levada à Corte. Assim, o ministro respondeu às questões relacionadas tanto aos supostos contatos com Vorcaro quanto à atuação do escritório de sua esposa.

Governistas veem aposta arriscada

Líderes governistas com trânsito no Judiciário foram surpreendidos pelo conteúdo da defesa, de acordo com a reportagem. Eles acompanham de perto a crise que atinge o Supremo.

Esses interlocutores interpretaram que Moraes adotou uma posição de “tudo ou nada”. A leitura se baseia principalmente na forte contestação apresentada pelo ministro sobre os diálogos atribuídos a ele.

Para esse grupo, a discussão pode se concentrar na comprovação da origem e do destinatário das conversas. A avaliação é atribuída aos líderes ouvidos pela reportagem, não a uma decisão do STF.

Documento retoma ataques de janeiro

Além das negativas, Moraes relacionou sua defesa aos ataques de 8 de janeiro de 2023. No documento, o ministro acusou a continuidade de uma ação golpista, ainda que por outro meio.

Ao tratar do tema, a manifestação afirmou que a tentativa de golpe não teria terminado naquela data. O texto vinculou essa avaliação à atuação do STF na defesa da Constituição, do Estado de Direito e da democracia.

A referência aos ataques de janeiro amplia o escopo da defesa para além das acusações relativas aos diálogos e ao contrato do escritório de Viviane Barci. A sessão mencionada na manifestação está prevista para esta terça-feira.

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