Moraes pede acesso a ação sigilosa do caso Banco Master

Ministro afirma, em ofício ao presidente do STF, que processo sob relatoria de André Mendonça reúne elementos para sessão marcada para 15 de setembro.

Da
Redação
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Ministro afirma, em ofício ao presidente do STF, que processo sob relatoria de André Mendonça reúne elementos para sessão marcada para 15 de setembro.
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O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a quebra do sigilo de uma ação relacionada ao Banco Master. Segundo informou o Notícias ao Minuto, o pedido se refere à PET 15645, distribuída ao ministro André Mendonça por prevenção.

No ofício, Moraes sustenta que o conteúdo do processo é necessário para o julgamento previsto para terça-feira, 15 de setembro. Na sessão, o plenário do STF deve decidir se autoriza a abertura de procedimento contra o próprio ministro.

Moraes pede acesso ao processo

De acordo com o relato, Moraes afirmou que ainda havia um inquérito sob sigilo entre os processos ligados ao caso Banco Master. O ministro solicitou que a restrição de acesso fosse levantada antes da análise do colegiado.

A PET 15645 tramita sob relatoria de André Mendonça. Já a PET 16662 é o processo que está previsto para julgamento pelo plenário na sessão indicada por Moraes.

Em seu pedido, o ministro classificou como essenciais os elementos reunidos na ação sigilosa para a apreciação da PET 16662. O requerimento foi apresentado antes da sessão em que o STF deve avaliar a abertura de procedimento contra Moraes.

Sessão deve analisar procedimento

A pauta mencionada por Moraes está marcada para 15 de setembro. Conforme o material divulgado, os ministros vão decidir se autorizam a abertura de procedimento relacionado ao caso.

O julgamento deve se debruçar sobre um relatório da Polícia Federal baseado em mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. André Mendonça tornou público o conteúdo citado no relato.

Segundo a reportagem, Moraes figura como destinatário de mensagens atribuídas a Vorcaro. A menção no relatório, por si só, integra o material que será considerado no contexto da sessão, sem antecipar a decisão dos ministros.

Mensagens integram relatório policial

O texto que originou a pauta relata que uma das mensagens atribuídas ao empresário questionava se ele deveria deixar o país na antevéspera de sua prisão. Em outra comunicação, segundo a publicação, Vorcaro teria pedido intervenção de Moraes junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Essas referências constam no relato sobre o relatório policial e fazem parte do conjunto de elementos associados ao caso. A decisão do STF poderá definir se haverá procedimento para examinar a situação envolvendo o ministro.

O material também menciona um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. A publicação afirma que há registros de edição desse contrato por Moraes.

Fachin mantém data do julgamento

Segundo o material fornecido, ministros do STF pressionavam Edson Fachin pelo adiamento da sessão. Ainda assim, o presidente da Corte teria mantido o julgamento na data prevista.

O pedido de acesso à PET 15645 ocorre enquanto há disputa interna sobre os dados extraídos do celular de Vorcaro. O sigilo de processos e o acesso aos elementos que embasam a deliberação estão no centro dessa controvérsia.

Com a sessão mantida, o plenário deverá examinar a autorização para abertura do procedimento à luz dos elementos disponibilizados nos autos. O pedido de Moraes busca incluir, nessa análise, o conteúdo da ação que permanecia sob sigilo.

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