O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia declarar impedimento no julgamento sobre a atuação do ministro André Mendonça no caso Master, previsto para 23 de setembro. A informação foi apurada pela CNN Brasil.
A análise ocorre após Nunes Marques anunciar, em 15 de setembro, que não participaria do julgamento sobre a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. Na ocasião, ele vinculou a decisão à presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Kassio deixa sessão sobre Moraes
Nunes Marques declarou impedimento no julgamento que trataria de uma eventual investigação contra Alexandre de Moraes. Depois da manifestação em plenário, o ministro deixou a sessão.
Segundo o ministro, sua condição de presidente do TSE pesou na decisão. Ele afirmou que sua participação no julgamento poderia produzir efeitos sobre a disputa eleitoral daquele ano.
Nunes Marques já se declarou impedido na análise sobre uma eventual investigação contra Alexandre de Moraes. Agora, ele examina se o mesmo entendimento alcança a sessão relacionada a Mendonça.
Presidência do TSE orienta decisão
Ao justificar o impedimento anterior, Nunes Marques disse que o TSE tem mantido distância de preferências partidárias. Para ele, o julgamento poderia ter impacto no cenário político-eleitoral.
A declaração foi feita durante a sessão em que o ministro anunciou que não participaria da análise ligada a Moraes. A presidência do tribunal eleitoral foi o fundamento apresentado para a posição.
Ainda não houve anúncio público de uma decisão de Nunes Marques sobre sua participação no julgamento que discutirá os atos e a conduta de André Mendonça no caso Master.
Caso Master entra na avaliação
O julgamento marcado para 23 de setembro discutirá a atuação de André Mendonça no caso Master. Conforme a apuração da CNN Brasil, Nunes Marques avalia se os argumentos usados no impedimento anterior também se aplicam a essa análise.
Os dois julgamentos têm objetos distintos. Um trata da eventual abertura de investigação contra Moraes, enquanto o outro aborda a atuação de Mendonça no caso Master.
Assim, a decisão já anunciada por Nunes Marques se limita à sessão relacionada a Moraes. A eventual participação do ministro no julgamento sobre Mendonça permanece em avaliação.
Mensagens citam filho do ministro
Mensagens obtidas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro registram diálogos sobre pagamentos que seriam destinados a Kevin Marques, filho de Nunes Marques.
Em uma conversa com Vorcaro, Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, mencionou pagamentos mensais de R$ 500 mil para Kevin Nunes.
Nunes Marques negou ter trocado mensagens com Vorcaro. O ministro também afirmou que o filho não prestou serviços ao Banco Master nem recebeu remuneração da instituição.


