Fux diz que PF não pode agir contra o Judiciário

Ministro do STF criticou condutas atribuídas à direção da Polícia Federal durante sessão plenária e citou julgamento sobre Andrei Rodrigues.

Da
Redação
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Ministro do STF criticou condutas atribuídas à direção da Polícia Federal durante sessão plenária e citou julgamento sobre Andrei Rodrigues.
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O ministro Luiz Fux afirmou, durante sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) na terça-feira (15), que a Polícia Federal não pode trabalhar contra o Poder Judiciário. A declaração ocorreu em meio ao julgamento de um pedido de afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Segundo Fux, a Segunda Turma do STF identificou desvios de finalidade na atuação de Rodrigues. O ministro também associou o episódio a uma crise institucional entre a corporação e a Corte.

Fux critica atuação da PF

Fux disse que mantém admiração pela Polícia Federal, mas afirmou que essa relação tem limites. Para ele, a corporação deve atuar em apoio ao Judiciário, dentro de suas atribuições legais.

O ministro, que declarou ser juiz há 50 anos, afirmou não ter visto, nos 16 anos em que integra o STF, uma situação em que a Polícia Federal tivesse confrontado um integrante da Corte dessa forma.

Na avaliação apresentada por Fux, a atuação que ele criticou poderia afetar o ambiente institucional do Supremo e interferir nos julgamentos conduzidos pelo tribunal.

Turma analisa pedido de afastamento

O debate ocorre enquanto a Segunda Turma analisa, em plenário virtual, o pedido de afastamento de Andrei Rodrigues. O requerimento foi apresentado pelo ministro André Mendonça.

Existe uma PF paralela que monitora ministros.”

André Mendonça, ministro do STF

A sessão virtual sobre o afastamento foi interrompida após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Com isso, o colegiado ainda não concluiu a análise do pedido mencionado por Fux.

Durante sua manifestação no plenário, Fux afirmou que a Segunda Turma havia apontado uma série de desvios de finalidade. A declaração do ministro integra a discussão em curso sobre a atuação atribuída ao diretor-geral da PF.

Ministro menciona documentos apócrifos

Entre os exemplos citados por Fux, estão documentos apócrifos. Ele classificou esse episódio como significativo dentro das irregularidades que atribuiu à atuação questionada.

Fux também afirmou que Gilmar Mendes teria ido ao Palácio do Planalto para cobrar providências. Segundo o relato feito pelo colega, Mendes teria cobrado uma resposta diante da crise entre a Polícia Federal e o Supremo.

O ministro afirmou que a situação exigia medidas para conter o que descreveu como um problema institucional. Ele não detalhou, na fala reproduzida, quais providências deveriam ser adotadas.

Mendonça cita PF paralela

Durante a fala de Fux, André Mendonça o interrompeu e declarou que existe uma “PF paralela” que monitora ministros. A manifestação ocorreu no mesmo debate sobre a atuação da corporação.

Fux afirmou que haveria uma estrutura própria voltada a agir contra ministros do Supremo. Essa caracterização foi apresentada pelo ministro ao explicar por que considerava a situação uma anomalia.

Ao encerrar a intervenção, Fux reiterou seu respeito pela Polícia Federal quando, segundo ele, a instituição atua dentro de suas funções e auxilia o Poder Judiciário, sem prejudicá-lo.

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