Perícia de SP recusa aparelhos do caso Dark Horse por falhas em lacres

Instituto de Criminalística devolveu celulares, pendrives e notebooks à Polícia Civil após identificar aberturas nos invólucros apreendidos.

Da
Redação
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Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro em "Dark Horse"Instagram/Jim Caviezel
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O Instituto de Criminalística de São Paulo recusou aparelhos apreendidos na investigação sobre o filme Dark Horse após identificar falhas na lacração dos invólucros. O material inclui cinco celulares, 13 pendrives e nove notebooks recolhidos pela Polícia Civil em 1º de junho.

Os relatórios mencionados no caso apontam que os pacotes foram montados de modo a deixar aberturas, permitindo acesso aos equipamentos mesmo com os lacres fechados. A apuração no Supremo Tribunal Federal (STF) trata de possível direcionamento de emendas parlamentares para financiar a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Perícia recusa equipamentos apreendidos

O Instituto de Criminalística devolveu os dispositivos à Polícia Civil por causa das condições dos invólucros que os acondicionavam. A recusa atingiu materiais apreendidos durante a investigação relacionada à produtora Go Up, responsável pelo filme.

Segundo o relato técnico, a forma de carregamento dos invólucros criou uma abertura que possibilitava alcançar os aparelhos sem romper os lacres externos. Assim, o instituto não deu seguimento à perícia desses itens nas condições em que foram apresentados.

O conjunto reunia aparelhos de três tipos. A distribuição informada nos relatórios está organizada abaixo.

Aparelhos recusados pela perícia
Equipamento Quantidade
Celulares 5
Pendrives 13
Notebooks 9

Fonte: Instituto de Criminalística de São Paulo

Relatórios apontam acesso aos dados

Um dos relatórios citados na apuração registra que alguns invólucros tinham abertura capaz de permitir a entrada de um cabo de alimentação e de transferência de dados. O apontamento técnico trata da possibilidade de manipulação do conteúdo mantido nos equipamentos.

As aberturas nos pacotes permitiam acesso aos equipamentos mesmo com os lacres fechados. O problema identificado se refere à proteção física dos materiais recolhidos, antes da análise pericial de seu conteúdo.

A documentação também associa a correção dos invólucros à preservação da integridade dos objetos e da cadeia de custódia. Esse procedimento busca manter o registro sobre a guarda dos itens durante a investigação.

Polícia Civil refaz os invólucros

Depois da devolução, a própria Polícia Civil informou que recebeu os materiais para readequar os invólucros. A medida incluiu a colocação de novos lacres nos pacotes.

De acordo com o registro policial, a providência teve como objetivo preservar a integridade dos objetos e a cadeia de custódia. Em seguida, o material deveria retornar ao Instituto de Criminalística.

A Polícia Civil havia apreendido os celulares, pendrives e notebooks em 1º de junho. Os relatórios técnicos passaram a integrar o conjunto de elementos produzidos na investigação paulista sobre a Go Up.

Dino abre sigilo e aciona PF

O ministro Flávio Dino, do STF, decidiu no domingo, dia 13, retirar o sigilo da investigação que está sob sua relatoria. A decisão alcança o material produzido pela Polícia Civil de São Paulo no caso.

Além disso, Dino determinou que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo entregue à Polícia Federal o material bruto extraído dos celulares apreendidos. A ordem também abrange os aparelhos, computadores e documentos recolhidos.

A apuração relatada por Dino é uma das duas frentes abertas no STF sobre o financiamento de Dark Horse. Ela examina possível uso irregular de emendas parlamentares, enquanto outro inquérito ligado à obra está sob relatoria do ministro André Mendonça.

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