PGR pede ao STF abertura total de processos sobre Banco Master

Procuradoria afirma que parte relevante dos procedimentos da Operação Compliance Zero não entrou na relação divulgada pelo ministro André Mendonça.

Da
Redação
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A PGR pediu ao STF a abertura dos procedimentos ligados à investigação do Banco Master.Reprodução
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta sexta-feira (11) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a abertura de todos os procedimentos relacionados à investigação do Banco Master. O pedido prevê exceção para diligências em andamento ou futuras cuja divulgação possa prejudicar as apurações.

A manifestação sustenta que uma parte relevante dos casos associados à Operação Compliance Zero não foi incluída na relação divulgada pelo ministro André Mendonça. No mesmo dia, o ministro Alexandre de Moraes também encaminhou a Fachin um ofício cobrando a abertura integral dos procedimentos.

PGR pede abertura dos processos

O pedido da PGR foi dirigido a Fachin, que preside o STF. A solicitação busca retirar o sigilo de todos os materiais vinculados à investigação do Banco Master que tramitam na Corte.

Segundo a Procuradoria, a publicidade deve alcançar o conjunto de procedimentos ligados à investigação mais ampla da Operação Compliance Zero. Ainda assim, o órgão defendeu a preservação de informações sobre atos investigativos cuja revelação possa comprometer o andamento das apurações.

O documento foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. A manifestação não foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Fachin solicitou envio de material

Na quinta-feira (10), Fachin havia solicitado a Mendonça que enviasse à Presidência do STF e aos gabinetes dos demais ministros todos os procedimentos relacionados à investigação do Banco Master na Corte.

Além disso, Fachin sugeriu a retirada dos sigilos processuais. A orientação, contudo, preservava diligências em curso ou futuras quando a divulgação pudesse criar prejuízo para a investigação.

A providência abriu caminho para a divulgação de parte dos processos. O debate posterior passou a se concentrar na extensão do material efetivamente disponibilizado e nos procedimentos que permaneceram protegidos por sigilo.

Mendonça divulgou 15 procedimentos

André Mendonça tornou públicos 15 processos relacionados ao caso. A relação divulgada, porém, não abrangeu todos os procedimentos que a PGR considera correlatos à investigação mais ampla da Operação Compliance Zero.

Na manifestação enviada a Fachin, a Procuradoria apontou que grande parte desses procedimentos ficou fora da abertura. O órgão admitiu que a ausência do material pode decorrer de uma razão administrativa escusável.

No entanto, a PGR avaliou que a manutenção de parte dos autos sob sigilo pode contrariar o objetivo de transparência associado à medida discutida por Fachin. Por isso, pediu a abertura integral, ressalvadas as diligências que precisam permanecer reservadas.

Moraes cobra divulgação integral

Alexandre de Moraes também levou a discussão a Fachin nesta sexta-feira. Em ofício enviado mais cedo, o ministro cobrou a abertura integral dos procedimentos relacionados ao caso.

Moraes acusou Mendonça de adotar seletividade na divulgação. De acordo com o ofício, 180 documentos permaneceram fora do material que se tornou público.

Assim, os pedidos da PGR e de Moraes convergem na defesa de uma divulgação mais ampla dos procedimentos. A diferença está na origem das informações apresentadas: enquanto a PGR citou processos correlatos que não foram incluídos, Moraes apontou o número de 180 documentos fora do conjunto disponibilizado.

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