PF relata apreensões em escritório ligado ao Banco Master

Relatório da corporação cita joias, dinheiro em espécie, documentos e computadores em local usado por Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição.

Da
Redação
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Relatório da Polícia Federal descreve itens apreendidos em escritório ligado ao ex-controlador do Banco Master.
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A Polícia Federal relatou, em um dos documentos da investigação sobre o Banco Master, a apreensão de joias, dinheiro em espécie, documentos e computadores em escritório ligado a Daniel Bueno Vorcaro, ex-controlador da instituição. O relatório também registra um organograma desenhado à mão que mencionava a Titan Cayman e a Master Holding.

A divulgação dos procedimentos ocorreu após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso Master, na noite de quinta-feira (10). A decisão atendeu a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin, segundo o material.

Agentes entraram no escritório

Segundo a PF, seguranças do edifício retardaram inicialmente a entrada dos agentes no local onde funcionava o escritório de Vorcaro. Eles alegaram ausência de autorização facial para liberar a portaria.

Os policiais informaram que usariam a força se enfrentassem nova recusa, ainda de acordo com o relatório. Depois disso, a equipe recebeu autorização para acessar o prédio.

Seguranças acompanharam os agentes como testemunhas até o 13º andar, onde ficava o escritório principal do ex-controlador do Banco Master. A polícia realizou ali parte das apreensões descritas no inventário.

PF apreendeu relógio e joias

Em uma gaveta da mesa atribuída a Vorcaro, os policiais encontraram um relógio de luxo da marca Cartier. A equipe incluiu o item na relação de bens apreendidos.

No mesmo ambiente, a PF recolheu caixas de presente e estojos com joias, pulseiras, anéis e correntes. Além disso, a perícia localizou certificados de autenticidade de joias guardados em uma caixa.

O relatório da corporação registra esses objetos entre os materiais recolhidos no escritório. A diligência fez parte das investigações sobre o Banco Master.

Cofres reuniam dinheiro e documentos

A equipe policial também fez uma varredura no 7º andar do edifício, área apontada no relatório como setor de tesouraria. No local, os agentes localizaram dois cofres de grande porte.

O primeiro cofre armazenava pastas com documentos internos sobre movimentações da tesouraria. Já o segundo guardava dinheiro em espécie, conforme a descrição da PF.

Ainda estamos vivos, então há esperança. Vamos vencer essa guerra.”

Daniel Vorcaro, em conversa citada pela investigação

Foram apreendidos maços de cédulas em moeda nacional e em moedas estrangeiras, incluindo euro e dólar. Assim, o inventário reúne materiais encontrados tanto no escritório quanto na área de tesouraria.

Lousa citava estrutura em Cayman

O relatório fotográfico da Polícia Federal registrou, no escritório, um painel com um organograma desenhado à mão. A anotação trazia o nome Titan Cayman.

A corporação identificou a estrutura como uma possível trust nas Ilhas Cayman, território descrito no material como paraíso fiscal no Caribe. O diagrama indicava conexões em linha com a Master Holding.

Uma advogada da empresa disse aos policiais que os negócios apontados naquele contexto teriam sido realizados na noite anterior à operação. Além da lousa, a PF apreendeu pastas com contratos de negociação de bens e valores imobiliários.

Computadores devem auxiliar investigação

Os agentes também recolheram computadores protegidos por senha durante a diligência. De acordo com o material, os equipamentos devem auxiliar o avanço das investigações.

A apreensão dos dispositivos ocorreu junto de documentos, contratos e objetos encontrados nas áreas vistoriadas. Dessa forma, o relatório reúne registros de diferentes tipos de material recolhido pela polícia.

O inventário citado pela PF integra os procedimentos relacionados ao caso Banco Master que tiveram o sigilo retirado pelo STF. A medida tornou públicos documentos que tratam das diligências e das comunicações investigadas.

Investigação cita contato com Banco Central

Entre os documentos divulgados, a investigação menciona conversas entre Vorcaro e Belline Santana, identificado como ex-chefe de supervisão do Banco Central (BC). Segundo relatório da PF, a relação entre os dois remonta ao menos a outubro de 2023.

Em uma conversa de 14 de agosto de 2025, Santana procurou Vorcaro e avaliou que o dia parecia menos pessimista. O ex-banqueiro respondeu que ainda havia esperança e afirmou que pretendia superar a situação.

A PF afirma que Vorcaro realizaria pagamentos de até R$ 760 mil por mês ao servidor do BC. Ainda segundo a investigação, Santana repassava informações de órgãos públicos e orientava Vorcaro em tratativas com o Banco Central.

Em um dos trechos citados, o ex-chefe de supervisão opinou sobre como Vorcaro poderia melhorar uma minuta apresentada ao BC nas negociações entre o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Master. As informações constam do relatório da corporação.

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