Marcos Pontes cobra aliado após críticas à bancada de São Paulo no Senado

André do Prado, candidato ao Senado pelo PL, questionou o reconhecimento dos atuais senadores paulistas; episódio expõe tensão na direita durante a campanha de 2026

Da
Redação
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Marcos Pontes reage a declarações de André do Prado sobre o reconhecimento dos senadores de São Paulo durante a campanha de 2026.
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Marcos Pontes (PL-SP) ligou para o deputado estadual André do Prado (PL-SP) para cobrar explicações sobre declarações do candidato ao Senado a respeito do conhecimento dos eleitores sobre os atuais representantes de São Paulo. A conversa ocorreu durante a campanha para as eleições de 2026.

Segundo apuração da CNN, Prado tem repetido a crítica em eventos públicos. O episódio envolve dois filiados ao mesmo partido e ocorre enquanto candidatos de direita disputam as duas cadeiras que São Paulo elegerá neste ano.

Pontes cobra explicações de Prado

Na ligação, Pontes questionou Prado sobre as falas feitas durante a campanha. O senador é um dos três atuais representantes de São Paulo no Senado e entendeu que os comentários atingiram diretamente sua atuação parlamentar.

Prado tem perguntado a eleitores se eles sabem quem são os senadores paulistas. Em um evento realizado em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, a abordagem foi dirigida ao público presente.

A manifestação ganhou peso político porque Pontes e Prado pertencem ao PL. Além disso, o senador possui mandato até 2031 e não disputa uma nova vaga nesta eleição.

Prado questiona o reconhecimento dos senadores

O candidato ao Senado tem usado a suposta falta de reconhecimento dos parlamentares como argumento de campanha. A crítica foi interpretada como uma avaliação negativa da visibilidade e da atuação da atual bancada paulista.

Além de Pontes, a bancada é formada por Mara Gabrilli (PSD) e Alexandre Giordano (Podemos). Os mandatos dos dois terminam neste ano, e as cadeiras estarão em disputa na eleição de outubro.

Com isso, a fala de Prado atingiu Pontes, embora o senador não esteja entre os candidatos às duas vagas abertas. A composição da bancada paulista, portanto, mistura um mandato que segue até 2031 com duas posições submetidas ao voto em 2026.

Gabrilli já havia reagido às críticas

Mara Gabrilli também reagiu publicamente às declarações de Prado. A senadora afirmou que o candidato desconhece o trabalho realizado pelos atuais representantes de São Paulo.

Na resposta, Gabrilli citou mais de mil proposições legislativas apresentadas por ela e mencionou recursos destinados a municípios paulistas. A manifestação colocou a disputa eleitoral em confronto direto com a defesa do trabalho realizado no Senado.

Vocês sabem quem são os senadores por São Paulo? Não sabem. Ninguém sabe.”

André do Prado, candidato ao Senado pelo PL

O episódio com Pontes amplia a repercussão da declaração de Prado dentro da própria bancada. Até o momento, Pontes e Prado não comentaram publicamente o teor da conversa entre os dois.

Direita paulista divide apoio ao Senado

A tensão ocorre em uma disputa acirrada dentro do campo da direita pela segunda vaga ao Senado. Prado é candidato pelo PL e aparece na campanha como aliado próximo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Tarcísio declarou apoio a André do Prado e Guilherme Derrite (PP) para as duas vagas. Ainda assim, a definição não impediu a presença de outras candidaturas identificadas com a direita paulista.

Ricardo Salles (Novo) também concorre e tem feito críticas diretas a Prado. A fragmentação contraria a tentativa de concentrar o voto conservador em torno dos nomes apoiados pelo governo estadual.

Salles e Prado trocam ataques em debate

No debate entre candidatos ao Senado promovido pela Band, em 9 de setembro, Salles questionou as credenciais de Prado como candidato alinhado à direita. Também o acusou de tentar se apresentar como bolsonarista.

Prado respondeu que sempre foi contrário ao PT e mencionou seus 32 anos de vida pública. O embate expôs a disputa por identidade política entre os candidatos do campo da direita.

No dia seguinte, Tarcísio foi questionado sobre os ataques. O governador classificou o confronto como normal, afirmou respeitar os candidatos e reiterou que, para seu grupo político, Prado e Derrite são os nomes escolhidos.

Pesquisa mantém segunda vaga aberta

Levantamento da Quaest realizado entre 4 e 7 de setembro mostrou Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite empatados com 14% das intenções de voto. Simone Tebet (PSB) apareceu em seguida, com 12%.

André do Prado registrou 7%, enquanto Ricardo Salles teve 3%, segundo os números apresentados. Como São Paulo elegerá dois senadores, o resultado indica uma disputa aberta pela segunda cadeira.

Em outro evento, realizado em São Paulo na noite de 10 de setembro, Prado voltou a criticar os senadores eleitos pelo estado. Na mesma ocasião, afirmou que a campanha não deveria tratar apenas de segurança e defendeu a inclusão da saúde entre as prioridades.

A declaração também provocou incômodo entre aliados, que interpretaram a fala como uma crítica indireta a Guilherme Derrite, deputado ligado à área de segurança e integrante da dupla apoiada por Tarcísio. Assim, as divergências alcançaram tanto a atual bancada quanto a composição eleitoral defendida pelo governador.

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