Tarcísio apoia investigação sobre Dark Horse e diverge de Flávio

Governador de São Paulo defendeu transparência na apuração da PF sobre recursos destinados a entidade ligada à produção do filme; Flávio Bolsonaro falou em interferência eleitoral.

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Redação
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Tarcísio de Freitas defendeu transparência na investigação sobre recursos ligados à produção de Dark Horse.reprodução/CNN Brasil
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou na quinta-feira (10) que apoia a investigação sobre suspeitas de irregularidades envolvendo entidades ligadas à produção de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu durante uma agenda de campanha em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A posição distancia Tarcísio do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Mais cedo, em Boa Vista, Roraima, Flávio classificou a operação da Polícia Federal como uma tentativa de interferência política do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas eleições.

Tarcísio defende transparência na investigação

Durante uma carreata com apoiadores em bairros de Guarulhos, Tarcísio afirmou que investigações devem ocorrer e que informações sobre o caso precisam ser transparentes para a sociedade. O governador respondeu a perguntas sobre a operação que apura recursos ligados à produção do filme.

Segundo Tarcísio, a transparência deve orientar a análise de suspeitas envolvendo recursos públicos. Ele reiterou que concorda com a apuração e defendeu clareza sobre os fatos investigados.

O governador também criticou uma eventual reação corporativista do STF diante das suspeitas que envolvem integrantes da Corte e pessoas próximas a autoridades. Para ele, as instituições devem conduzir as apurações com rigor.

Flávio contesta ação da Polícia Federal

Flávio Bolsonaro deu uma versão oposta durante agenda de campanha em Boa Vista. O candidato afirmou que não há irregularidades no financiamento de Dark Horse e negou o uso de dinheiro público no filme.

Eu defendo toda e qualquer investigação. Acho que tudo tem que ser transparente.”

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo

Além disso, Flávio atribuiu a realização da operação a uma tentativa de interferência política nas eleições e mencionou o ministro Flávio Dino. A operação foi autorizada por Dino, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

O candidato também relacionou a ação policial ao seu desempenho em pesquisas eleitorais. Flávio Bolsonaro não foi alvo da operação Make Up.

PF apura uso de emendas parlamentares

A Polícia Federal deflagrou a operação Make Up na quinta-feira (10), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). A investigação analisa suspeitas relacionadas a recursos destinados ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora do filme.

De acordo com a PF, a apuração envolve o suposto desvio de parte de R$ 2 milhões em emendas parlamentares direcionadas ao instituto. O caso, portanto, trata de suspeitas sob investigação, e não de uma conclusão sobre responsabilidade dos envolvidos.

Os investigadores apontaram suspeita de direcionamento de recursos para empresas subcontratadas sem comprovação da prestação dos serviços. A investigação busca esclarecer a destinação desses valores e os contratos relacionados.

Mandados atingem quatro unidades da Federação

A decisão que autorizou a operação foi tomada em 3 de setembro. Uma semana depois, agentes cumpriram 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

Entre os alvos está o deputado Mario Frias (PL-SP), apontado como produtor executivo e roteirista de Dark Horse. A empresária Karina Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment, também foi alvo das medidas.

As buscas integram a fase de coleta de elementos da investigação. Enquanto Tarcísio sustentou publicamente a necessidade de transparência, Flávio Bolsonaro manteve a crítica à operação e negou irregularidades no financiamento da produção.

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