Rússia diz que ex-segurança espionava diplomatas britânicos em Moscou

FSB afirma que homem atuava para a inteligência ucraniana e reunia dados para uma suposta operação contra funcionários do Reino Unido.

Da
Redação
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Acusação do FSB ocorre em meio à tensão diplomática entre Rússia e Reino Unido.
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A Rússia disse em 10 de setembro de 2026 que deteve um ex-segurança da Embaixada do Reino Unido em Moscou, acusado pelo Serviço Federal de Segurança (FSB) de coletar dados pessoais de diplomatas britânicos. Segundo a agência russa, o homem trabalhava para a inteligência da Ucrânia.

O caso surge em meio ao agravamento das relações entre Moscou e Londres desde o início da ofensiva militar russa na Ucrânia, em 2022. Além disso, a acusação foi divulgada dias depois de o Reino Unido convocar o encarregado de negócios russo em Londres por um episódio envolvendo drones na Alemanha.

FSB atribui espionagem à Ucrânia

O FSB informou que o detido havia trabalhado na segurança da representação diplomática britânica em Moscou. A agência o acusa de obter informações pessoais sobre diplomatas do Reino Unido na capital russa.

Segundo o serviço de segurança, a atividade teria sido realizada em benefício da inteligência ucraniana. A acusação partiu da autoridade russa, que não detalhou no material divulgado a identidade do homem.

A detenção acrescenta uma nova frente de atrito às relações entre Rússia e Reino Unido. A versão apresentada pelo FSB associa o episódio diretamente ao conflito entre Moscou e Kiev.

Rússia aponta suposta operação contra britânicos

De acordo com o FSB, a coleta de dados seria uma preparação para uma suposta operação de falsa bandeira contra funcionários diplomáticos britânicos em território russo.

Na versão da agência, a Ucrânia pretendia atribuir posteriormente à Rússia ações hostis contra os representantes do Reino Unido. O FSB apresentou essa hipótese como parte de sua acusação contra o ex-segurança.

A alegação envolve diplomatas de um país que Moscou considera um dos principais apoiadores externos da Ucrânia. O governo russo cita o fornecimento britânico de armas, entre elas mísseis e drones, ao Exército ucraniano.

Guerra deteriora relação entre Moscou e Londres

As relações bilaterais se deterioraram fortemente depois que a Rússia iniciou sua ofensiva militar na Ucrânia, em 2022. Desde então, o Reino Unido ampliou seu apoio militar a Kiev.

Para Moscou, esse apoio tornou Londres um ator central do outro lado do conflito. A acusação do FSB se insere, portanto, em uma disputa diplomática já marcada por críticas recíprocas.

Enquanto a Rússia associa o Reino Unido ao esforço militar ucraniano, autoridades britânicas têm condenado ações atribuídas a Moscou. Essa tensão também se refletiu em contatos diplomáticos recentes entre os dois países.

Reino Unido reagiu a caso de drones na Alemanha

No início de setembro, o Reino Unido convocou o encarregado de negócios da Rússia para condenar uma tentativa de ataque com drone no aeroporto de Leipzig, na Alemanha, ocorrida no mês anterior.

A medida britânica veio depois que o governo alemão atribuiu o incidente à Rússia. União Europeia, Alemanha, Bélgica e Holanda adotaram providências semelhantes, segundo as informações divulgadas.

Um porta-voz britânico manifestou solidariedade à Alemanha e classificou o episódio como parte de tentativas russas de enfraquecer a determinação dos aliados da Ucrânia. Por outro lado, Moscou negou responsabilidade e chamou as acusações de fabricadas.

Moscou mantém vaga em Londres

A Embaixada da Rússia em Londres afirmou que a convocação do encarregado de negócios integrava uma provocação coordenada. Em comentário publicado no Telegram, a representação disse que responderia a eventuais medidas de escalada adotadas pelo Reino Unido ou outros países europeus.

Ao mesmo tempo, Moscou está sem embaixador no Reino Unido desde julho, quando Andrei Kelin deixou o posto após mais de sete anos. A saída alimentou especulações na imprensa sobre um possível rebaixamento das relações diplomáticas.

A embaixada russa negou essa hipótese. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que a escolha de um novo embaixador cabe ao presidente Vladimir Putin e que o processo não é tratado como assunto público.

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