Britânico é acusado de ajudar grupo ligado à inteligência russa

Joshua Cammidge, de 31 anos, foi detido em Swindon e deve comparecer a um tribunal de Londres após investigação antiterrorista.

Da
Redação
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Joshua Cammidge foi acusado no Reino Unido após investigação da Polícia Antiterrorista de Londres.
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O britânico Joshua Cammidge, de 31 anos, foi acusado de auxiliar um serviço de inteligência estrangeiro e de preparar um ato de sabotagem, segundo o Ministério Público da Coroa do Reino Unido. A acusação foi anunciada em 9 de setembro de 2026.

Os promotores afirmam que Cammidge teria mantido contato com um grupo que, segundo o órgão, está ligado à inteligência militar russa. Ele foi preso em Swindon em 4 de setembro e tem audiência prevista para o dia 10 no Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres.

Acusação aponta contato com grupo ligado ao GRU

De acordo com o Ministério Público da Coroa, Cammidge teria se comunicado com um representante do chamado Corpo de Voluntários do GRU.

O órgão sustenta que esse grupo é controlado pelo GRU, a agência de inteligência militar da Rússia. A acusação relaciona esse suposto contato à assistência a um serviço de inteligência estrangeiro.

Além disso, os promotores imputaram a Cammidge a preparação de um ato de sabotagem. A informação divulgada não detalha qual seria o alvo da suposta ação.

Polícia antiterrorista conduziu investigação

A Polícia Antiterrorista de Londres liderou a investigação que resultou nas acusações contra o cidadão britânico.

Agentes antiterroristas prenderam Cammidge em Swindon, cidade inglesa, em 4 de setembro. A detenção ocorreu cinco dias antes do anúncio público das acusações.

A atuação da unidade especializada situa o caso no âmbito das preocupações britânicas com espionagem, sabotagem e outras atividades que as autoridades associam à Rússia.

Tribunal recebe Cammidge em Londres

Cammidge deve comparecer ao Tribunal de Magistrados de Westminster em 10 de setembro. A audiência está marcada para o dia seguinte ao anúncio feito pelos promotores.

O tribunal fica em Londres e é a instância indicada para o início do procedimento informado pelas autoridades britânicas.

As acusações apresentadas pelo Ministério Público da Coroa representam a posição da promotoria no caso. A audiência será o próximo passo judicial citado no material divulgado.

Governo promete aplicar a lei

O ministro da Segurança do Reino Unido, Dan Jarvis, declarou que o país adotará medidas para responder ao que classificou como ameaças russas.

Em comunicado, Jarvis associou o caso à proteção da segurança nacional britânica. A manifestação ocorreu após a divulgação da acusação e da prisão.

O governo britânico, portanto, apresentou o episódio como parte de sua resposta a ações que considera hostis. A declaração não acrescenta detalhes sobre a investigação policial.

Relações com Moscou se deterioraram

Segundo o relato divulgado, as relações entre o Reino Unido e a Rússia se deterioraram de forma acentuada desde 2022.

Autoridades britânicas têm alertado cada vez mais para alegadas operações de espionagem, sabotagem e outras atividades hostis atribuídas ao Estado russo.

O caso de Cammidge surge nesse ambiente de tensão diplomática e de segurança. As autoridades britânicas vinculam a acusação ao suposto contato com uma estrutura que dizem ser controlada pelo GRU.

Rússia havia advertido Reino Unido

No mês anterior à acusação, a Rússia advertiu que poderia atacar alvos militares britânicos, segundo o material divulgado.

O alerta foi relacionado a ataques russos realizados com mísseis de longo alcance fornecidos pelo Reino Unido.

A embaixada russa em Londres não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre as acusações contra Cammidge. Assim, não havia manifestação da representação diplomática russa no anúncio do caso.

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