PF encontra sete armas em endereço ligado a advogado de Mario Frias

Apreensão ocorreu durante operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, que também investiga indícios de irregularidades em emenda parlamentar.

Da
Redação
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A operação da Polícia Federal também apura indícios de irregularidade em repasse de emenda parlamentar.Divulgação/PF
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A Polícia Federal encontrou sete armas de fogo em um endereço ligado ao advogado do deputado federal Mario Frias (PL-SP), segundo as informações disponíveis sobre uma operação que também alcançou o parlamentar. Foram identificadas cinco pistolas, uma espingarda e um fuzil.

Os investigadores ainda apuram em nome de quem as armas estão registradas. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e envolve Mario Frias e outras 28 pessoas.

PF localiza sete armas

O conjunto de armas encontrado pela Polícia Federal reúne cinco pistolas, uma espingarda e um fuzil. A apreensão ocorreu em endereço ligado ao advogado de Mario Frias.

Até o momento, os investigadores apuram a titularidade dos registros das armas. Portanto, a vinculação formal do armamento segue sob análise da corporação.

A informação divulgada não detalha quais medidas foram adotadas após a localização das armas. Também não há indicação, no material disponível, sobre eventual relação entre o armamento e os demais fatos investigados na operação.

Operação alcança Mario Frias

A operação da Polícia Federal teve como alvo Mario Frias e outras 28 pessoas. Frias é deputado federal pelo PL de São Paulo.

Flávio Dino, ministro do STF, autorizou a ação. Além disso, uma ordem judicial impede o deputado de deixar o Brasil.

Há uma divergência na referência ao dia da operação. Um trecho a situa em uma quinta-feira, dia 10, enquanto outro a descreve como ação realizada em uma terça-feira, também dia 10.

CGU aponta indícios em repasse

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de irregularidade na destinação de R$ 2 milhões repassados por emenda parlamentar de Mario Frias.

A suspeita recai sobre uma parcela do valor cuja utilização não teria sido comprovada por nota fiscal. O recurso estaria relacionado à produtora do filme “Dark Horse”.

O longa é apresentado como uma cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, também do PL. A apuração da PF, assim, reúne a verificação sobre o repasse e outras medidas autorizadas no inquérito.

Investigação apura registros

A identificação dos responsáveis pelos registros das armas é um dos pontos ainda em análise pela Polícia Federal. Essa apuração trata especificamente do material localizado no endereço ligado ao advogado.

Ao mesmo tempo, o caso envolvendo a emenda parlamentar parte dos indícios apontados pela CGU sobre a comprovação do uso de parte dos R$ 2 milhões. A suspeita não equivale a uma conclusão sobre responsabilidade.

As informações disponíveis associam a apreensão de armas e a investigação sobre os recursos à mesma operação. A autorização judicial para a ação partiu do STF.

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