A Petrobras retirou o desconto aplicado à gasolina A e ajustou o preço de venda às distribuidoras a partir de quinta-feira (10). A mudança encerra um abatimento de R$ 0,44 por litro concedido no âmbito de uma subvenção econômica do governo federal.
Ao mesmo tempo, a companhia informou que elevará em R$ 0,19 por litro o preço da gasolina A. Com isso, o valor médio cobrado das distribuidoras passará a R$ 3,24 por litro. A redução das alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, porém, deve neutralizar o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final.
Petrobras encerra desconto na gasolina
O desconto de R$ 0,44 por litro vinha sendo aplicado pela Petrobras sobre a gasolina A. A medida estava vinculada a uma subvenção econômica instituída pelo governo federal.
A empresa comunicou a retirada do benefício na quarta-feira (9). A alteração passou a valer no dia seguinte, conforme o comunicado divulgado pela companhia.
Além do fim do desconto, a Petrobras anunciou um ajuste de R$ 0,19 por litro no preço destinado às distribuidoras. O novo valor médio ficou definido em R$ 3,24 por litro.
Preço às distribuidoras sobe R$ 0,19
O reajuste anunciado incide sobre a gasolina A, produto vendido pela Petrobras às distribuidoras. Esse valor corresponde a uma etapa da formação do preço pago posteriormente pelos consumidores.
Com a mudança, o preço médio de venda da estatal passou a R$ 3,24 por litro. A companhia apresentou o valor como referência média para suas vendas às distribuidoras.
No entanto, o aumento anunciado pela Petrobras não representa, isoladamente, uma alta equivalente no preço final dos postos. A composição ao consumidor também inclui tributos e outros componentes da cadeia de comercialização.
Impostos compensam impacto do reajuste
O governo federal anunciou uma redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a gasolina. Essa diminuição supera o ajuste de R$ 0,19 feito pela Petrobras.
Por isso, o efeito da retirada do desconto fica anulado na etapa de distribuição, segundo as informações divulgadas. A compensação ocorre por meio da queda da carga tributária aplicada ao combustível.
A medida tributária também impede que o ajuste anunciado pela estatal seja repassado integralmente ao consumidor final. O resultado informado para a cadeia é, portanto, diferente do impacto bruto do reajuste da Petrobras.
Consumidor não deve sentir alta imediata
A combinação entre o novo preço da gasolina A e a redução dos tributos evita uma elevação para o consumidor final, conforme o comunicado. O efeito previsto vale para a alteração descrita a partir de quinta-feira (10).
Isso não significa que o preço cobrado nos postos seja determinado apenas pela Petrobras. O valor final depende da composição da cadeia até a revenda, além dos tributos considerados na formação do preço.
Assim, a retirada do desconto e o reajuste de R$ 0,19 precisam ser analisados junto com o corte de R$ 0,63 em PIS/Pasep e Cofins. É essa combinação que neutraliza o impacto anunciado pela companhia.


