Gasolina nos EUA deve superar US$ 4 por galão no Dia do Trabalho

Estimativa da GasBuddy aponta média de US$ 4,03 no feriado de 7 de setembro, enquanto a alta do petróleo pressiona os preços nos postos.

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Redação
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A previsão para o Dia do Trabalho indica que a média nacional da gasolina nos EUA pode superar US$ 4 por galão.
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A gasolina nos EUA deve alcançar preço médio nacional de US$ 4,03 por galão no Dia do Trabalho, celebrado na segunda-feira, 7 de setembro, segundo estimativa de Patrick De Haan, analista da plataforma de monitoramento GasBuddy. O valor superaria a média de US$ 3,83 registrada no feriado em 2012.

A projeção ocorre enquanto os preços de energia avançam em meio à guerra no Oriente Médio. O petróleo bruto voltou a superar US$ 90 por barril na semana mencionada no material, após novas ações militares entre Estados Unidos e Irã ampliarem preocupações sobre a oferta global.

Os dados apresentados, porém, mostram uma diferença entre a previsão para o feriado e a média nacional já observada anteriormente. A GasBuddy indicou cerca de US$ 4,13 por galão na quinta-feira, dia 3, acima da estimativa de US$ 4,03 para a segunda-feira seguinte. O material não explica a razão da variação; portanto, os números devem ser lidos, respectivamente, como dado informado para aquele dia e projeção atribuída ao analista.

Projeção supera marca de 2012

De Haan afirmou, em publicação no blog da GasBuddy, que a média projetada seria a maior já registrada para essa época do ano. Segundo ele, o país poderia ver pela primeira vez um preço médio nacional acima de US$ 4 por galão durante o feriado.

O Dia do Trabalho é tradicionalmente um período de deslocamentos e viagens nos Estados Unidos. Por isso, a alta chega em um momento de maior visibilidade para os gastos com combustível das famílias.

O patamar de US$ 4 por galão é tratado por analistas citados no material como um ponto sensível para consumidores. Além do custo direto para abastecer, o preço nas bombas costuma influenciar a percepção dos americanos sobre a situação da economia.

Petróleo pressiona os postos

Os preços da gasolina subiram em paralelo à valorização do petróleo bruto, principal insumo da produção de combustíveis. Dessa forma, a elevação das cotações internacionais tende a chegar ao varejo, ainda que os movimentos não sejam necessariamente idênticos nem simultâneos.

O material associa a volta do petróleo acima de US$ 90 por barril às preocupações renovadas com interrupções no fornecimento global. As tensões cresceram depois de novas ações militares entre Estados Unidos e Irã.

Os destilados, grupo que inclui diesel e óleo para aquecimento, também ficaram mais caros. Segundo o texto de origem, ataques contínuos a instalações de refino russas aumentaram os receios sobre a disponibilidade desses produtos.

Estados do Oeste sentem maior alta

Colorado, Utah, Idaho, Montana, Wyoming e Dakota do Norte registraram alguns dos maiores aumentos de preços desde o início da guerra no Oriente Médio, de acordo com o material. Ao mesmo tempo, Califórnia, Havaí e Washington apareciam com as médias mais altas do país.

Em Evergreen, no Colorado, Randi O’Brien, de 57 anos, relatou que passou a limitar o abastecimento da caminhonete a US$ 15 por vez. Ela disse que faz diariamente um trajeto de cerca de 40 minutos de ida e volta para trabalhar em uma loja Home Depot.

A moradora atribuiu parte da pressão à maior saída de petróleo bruto e combustível dos Estados Unidos depois do início da guerra com o Irã. A Administração de Informações sobre Energia dos EUA, segundo o texto, apontou aumento superior a 10% nas exportações de produtos refinados em comparação com o ano anterior.

Consumidores reduzem deslocamentos

O aumento do custo de abastecer já afeta decisões cotidianas de motoristas, segundo os relatos reunidos no material. Em Houston, Madison Moore, de 28 anos, disse que reduziria os planos de viagem para o feriado.

Ela citou como exemplo as idas de carro a Galveston, destino de praia no Texas, e avaliou que as pessoas estão menos dispostas a sair quando o combustível pesa mais no orçamento. A situação se soma a despesas familiares já pressionadas, conforme o relato apresentado.

A alta também tem repercussão política. O texto aponta que os preços acima de US$ 4 por galão se tornaram uma preocupação persistente para o presidente Donald Trump e para o Partido Republicano, no início das campanhas para as eleições legislativas de meio de mandato.

Trump cobra queda nos custos

Trump prometeu reduzir os custos de energia e, nas últimas semanas, intensificou críticas a refinarias e varejistas de combustível. Ele os acusou de obter lucro com os preços elevados cobrados nos postos.

Em 14 de agosto, o presidente declarou que os americanos deveriam aceitar pagar um pouco mais pela gasolina para impedir que o Irã obtivesse uma arma nuclear. A manifestação ligou diretamente o encarecimento da energia ao conflito regional.

Por outro lado, a escalada dos preços torna mais difícil separar, para os consumidores, os efeitos internacionais do petróleo dos custos pagos no mercado doméstico. A previsão da GasBuddy para o feriado sintetiza essa pressão: combustíveis mais caros justamente em uma data marcada por viagens de carro.

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