Fachin aguarda Andrei Rodrigues para decidir comando da PF

Presidente do STF suspendeu decisões divergentes sobre o afastamento do diretor-geral e convocou sessão extraordinária do plenário.

Da
Redação
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STF discute decisões divergentes sobre o afastamento de dirigentes da Polícia Federal.24/03/2024 REUTERS/Ueslei Marcelino
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, aguarda uma manifestação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, antes de decidir sobre a permanência dele no comando da corporação. Na quarta-feira (9), o ministro fixou prazo de 48 horas para o delegado prestar informações à Corte.

A medida ocorreu durante uma sequência de decisões conflitantes envolvendo o afastamento de Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada. Além de suspender determinações anteriores, Fachin convocou uma sessão extraordinária do plenário para a terça-feira (15), às 10h.

Fachin avalia comando da PF

Fachin informou que analisará a situação de Andrei Rodrigues depois de receber a manifestação solicitada ao diretor-geral da Polícia Federal. O prazo definido para essa resposta é de 48 horas.

A decisão do presidente do STF foi tomada no processo em que a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a suspensão do afastamento determinado pelo ministro André Mendonça. Fachin acolheu o pedido de forma liminar.

Com isso, ficaram suspensos os efeitos da ordem que havia retirado Rodrigues da Direção-Geral da PF. A análise sobre a continuidade dele no posto, porém, foi mantida para após a resposta ao Supremo.

Mendonça explica afastamentos

Antes da intervenção de Fachin, André Mendonça havia afastado preventivamente Andrei Rodrigues e Leandro Almada. A decisão também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal investigasse a elaboração de relatórios de inteligência.

Esses documentos passaram a integrar a crise entre integrantes do Supremo e a Polícia Federal. O processo sob relatoria de Mendonça trata de relatórios com registros de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Fachin também solicitou informações a Mendonça sobre os fundamentos do afastamento da cúpula da PF. O prazo de 72 horas dado ao ministro foi preservado, mesmo com a suspensão da medida.

Decisões entram em conflito

Horas antes da decisão de Fachin, o ministro Flávio Dino havia determinado, em outro processo, a reintegração de Rodrigues e Almada. Portanto, duas decisões judiciais passaram a tratar do status dos delegados por caminhos distintos.

Fachin suspendeu também a decisão de Dino. Segundo o presidente da Corte, a sucessão de ordens incompatíveis exigiu uma atuação da Presidência para evitar sobreposições entre processos.

Ao abordar o episódio, Fachin apontou a gravidade de decisões de ministros serem confrontadas no mesmo nível dentro do tribunal. A avaliação dele foi de que o quadro criou um impasse entre posições judiciais.

Plenário discutirá crise no STF

O plenário do STF deverá examinar a crise pela primeira vez na sessão extraordinária marcada para a manhã de terça-feira (15). Fachin convocou os ministros para discutir o processo relatado por André Mendonça.

O caso reúne os relatórios da Polícia Federal que registram mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. A discussão ocorrerá após as decisões que envolveram o afastamento e a reintegração dos dirigentes da corporação.

Até lá, Fachin aguarda as informações requisitadas a Andrei Rodrigues e André Mendonça. Essas manifestações integram os elementos que o presidente do STF indicou que considerará no encaminhamento do caso.

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