Dino cita atraso de Mario Frias em informações sobre emendas suspeitas

Decisão do ministro do STF autorizou operação da Polícia Federal no caso Dark Horse; deputado do PL-SP foi alvo de busca e apreensão.

Da
Redação
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Mario Frias foi alvo de busca e apreensão em operação da Polícia Federal autorizada pelo STF.
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) retardou a prestação de informações sobre emendas parlamentares suspeitas. A avaliação consta da decisão que autorizou, em 10 de setembro de 2026, uma operação da Polícia Federal ligada ao caso Dark Horse.

Frias foi alvo de busca e apreensão na operação. Segundo a decisão, o atraso ocorreu enquanto o parlamentar estava em viagem internacional e levou a relatoria a adotar diligências junto à Presidência da Câmara dos Deputados.

Dino autoriza operação da PF

A Polícia Federal realizou a operação após autorização de Flávio Dino. A medida integra o caso denominado Dark Horse, que envolve emendas parlamentares suspeitas.

Além da busca e apreensão contra Frias, a decisão do STF registra questionamentos sobre o fornecimento de informações no curso da Petição 16.070/DF.

O ministro relacionou a autorização da operação ao conjunto de elementos analisados no procedimento. A decisão citada atribui ao deputado demora no atendimento à relatoria.

Decisão aponta atraso de informações

Na decisão, Dino afirmou que Mario Frias retardou a prestação de informações pedidas pela relatoria. O documento situa o episódio durante uma viagem internacional do parlamentar.

Não se pode ignorar, outrossim, que o cenário público nacional, lamentavelmente, deu provas recentes de que a evsão internacional é via cogitada por alguns parlamentares brasileiros ante a perspectiva da persecução penal”

Flávio Dino, ministro do STF

Por isso, segundo o ministro, foi necessário acionar a Presidência da Câmara dos Deputados para verificar a regularidade administrativa da ausência de Frias.

A referência ao atraso aparece no contexto da apuração sobre as emendas parlamentares suspeitas. A decisão não trata o ponto como fato isolado, mas como elemento considerado no procedimento.

Viagem levou Câmara a ser consultada

O texto de Dino menciona que Frias estava fora do país quando a relatoria aguardava as informações. Dessa forma, houve diligências destinadas a examinar a situação administrativa da viagem.

A Presidência da Câmara dos Deputados foi envolvida para que a relatoria verificasse a regularidade da ausência. A decisão não detalha, no trecho divulgado, o resultado dessa verificação.

Ao registrar o episódio, Dino também fez uma observação sobre o cenário nacional e a possibilidade de parlamentares cogitarem saída internacional diante de perspectiva de persecução penal.

Caso Dark Horse envolve emendas suspeitas

A operação autorizada pelo STF está vinculada ao caso Dark Horse, que apura emendas parlamentares consideradas suspeitas no material da decisão.

Mario Frias, deputado federal por São Paulo e filiado ao PL, figura entre os alvos da ação da Polícia Federal. A busca e apreensão ocorreu na manhã de 10 de setembro.

O despacho de Dino conecta a medida policial à apuração em andamento e às informações solicitadas ao parlamentar. Assim, a decisão registra tanto a ação da PF quanto as providências adotadas perante a Câmara.

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