O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) propôs, em entrevista à CNN realizada nesta quarta-feira (9), a criação do “Bope 2.0”, uma força com 5 mil policiais para atuar de forma permanente em comunidades do estado.
Segundo Garotinho, a proposta combinaria a ocupação contínua das áreas com ações de inteligência da Polícia Civil. A corporação, conforme o candidato, identificaria previamente locais ligados a armas e drogas e conduziria prisões durante a atuação da nova força.
Garotinho detalha a proposta
Na entrevista, o candidato afirmou que a força não faria apenas operações pontuais. A ideia apresentada é manter os policiais nas comunidades depois das incursões, em vez de retirá-los após a ação.
Garotinho também defendeu uma divisão de tarefas entre as polícias. Pela proposta, a Polícia Civil atuaria na produção de informações e na identificação de alvos, enquanto os agentes envolvidos na ocupação permaneceriam no território.
O candidato criticou o modelo das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. Na avaliação dele, essas unidades não cumpriam uma função de prisão de criminosos.
A Polícia Civil assumiria a inteligência
A proposta apresentada atribui à Polícia Civil o trabalho prévio de inteligência. O objetivo, segundo Garotinho, seria localizar armas e drogas antes da ação policial.
Vamos criar o Bope 2.0, uma força com 5 mil policiais.”
Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro
Depois dessa etapa, a corporação comandaria as prisões, de acordo com o candidato. A declaração não detalha como ocorreria a integração operacional entre a Polícia Civil e a força de 5 mil policiais.
Garotinho descreveu o “Bope 2.0” como uma estrutura voltada à permanência em comunidades. A fala, portanto, associa a proposta a uma estratégia de presença contínua, e não somente a operações emergenciais.
O candidato recupera ações de seu governo
Durante a sabatina, Garotinho citou sua passagem anterior pelo governo fluminense. Ele governou o Rio de Janeiro entre 1999 e 2002 e afirmou que a segurança pública foi uma das prioridades de sua gestão.
O candidato atribuiu a seu governo a construção da sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope. Também mencionou a criação do Instituto de Segurança Pública e a implantação do Grupamento Aeromóvel, conhecido pela sigla GAM.
Ao apresentar esses exemplos, Garotinho procurou vincular a nova proposta a medidas adotadas durante sua administração. As referências foram feitas pelo próprio candidato na entrevista.
Garotinho critica governos anteriores
Garotinho afirmou que pretende voltar ao governo para enfrentar problemas acumulados no estado. Ele atribuiu parte do que chamou de desorganização administrativa aos governos de Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão e Cláudio Castro.
Na cronologia citada pelo candidato, Cabral governou o Rio por oito anos, Pezão por quatro e Castro por seis. Garotinho apresentou seu plano como uma estratégia de longo prazo para a segurança pública.
Ele disse que pretende trabalhar com um horizonte de 20 anos. A entrevista, contudo, concentrou-se na proposta do “Bope 2.0” e não detalhou custos, cronograma de implantação ou o modelo legal da força.


