Crise no STF reúne críticas a Fachin após decisões sobre a Polícia Federal

Segundo a CNN Brasil, ministros e auxiliares apontam pressão sobre o presidente do Supremo em meio ao conflito entre André Mendonça e Alexandre de Moraes.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
4 min leitura
A crise interna no Supremo Tribunal Federal envolve decisões sobre a Polícia Federal e cobranças à presidência da Corte.
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A crise no STF passou a concentrar críticas e cobranças ao presidente da Corte, Edson Fachin, segundo reportagem publicada pela CNN Brasil. De acordo com fontes ouvidas pelo veículo, diferentes alas do tribunal questionam a condução do conflito entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

A CNN Brasil descreve o episódio como a maior disputa interna da Corte desde a redemocratização. No centro da avaliação atribuída a magistrados e auxiliares está a estratégia de pedir manifestações das partes e adiar uma solução para tentar reduzir a tensão.

Crise no STF aumenta pressão sobre Fachin

Segundo a reportagem, a avaliação predominante dentro do Supremo é que Fachin conduziu de forma inadequada a crise desencadeada pela troca de acusações entre Mendonça e Moraes.

Fontes citadas pela CNN Brasil afirmaram que a decisão de aguardar manifestações de todos os envolvidos não alcançou o efeito esperado. Em vez de arrefecer o embate, a iniciativa teria deixado espaço para novas decisões e agravado o quadro.

As cobranças ao presidente do STF aproximaram grupos que, segundo o veículo, integram alas distintas da Corte. Ainda assim, aliados de Fachin sustentam que ele não seria o responsável pela origem do conflito.

Decisões atingem comando da Polícia Federal

Na semana relatada pela CNN Brasil, André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do delegado que responde pelo setor de inteligência da corporação.

Cerca de 24 horas depois, Flávio Dino determinou o retorno dos dois delegados aos cargos, conforme a reportagem. A medida ocorreu enquanto Fachin era o responsável por examinar o recurso contra a decisão de Mendonça.

Para fontes ouvidas pela CNN Brasil, a sequência de decisões evidenciou a dificuldade da presidência do Supremo em administrar a crise. O episódio também ampliou a pressão sobre Fachin para apresentar alternativas.

Aliados atribuem origem do conflito a Moraes e Mendonça

Aliados de Fachin ouvidos pela CNN Brasil avaliam que a crise é inédita na história do tribunal. Na leitura desse grupo, a responsabilidade pelo impasse recai sobre Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Segundo essa avaliação, o conflito envolve a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a forma e o momento escolhidos por Mendonça para avançar contra o colega. A reportagem apresenta essa versão como posição de aliados de Fachin.

O mesmo grupo considera que o perfil de Fachin pode contribuir para uma saída institucional. A razão apontada é que o presidente do STF não pertenceria a nenhuma das alas em disputa dentro da Corte.

Propostas tentam acelerar uma resposta do tribunal

Apesar da defesa feita por aliados, os dois grupos mencionados pela CNN Brasil convergem na avaliação de que Fachin errou ao acreditar que poderia abrir prazo para manifestações e deixar para depois das eleições o julgamento sobre a abertura de investigação contra os dois ministros.

De acordo com a reportagem, Fachin foi aconselhado a acelerar o julgamento da matéria. Entre as sugestões relatadas estava assumir as relatorias dos casos Master e do inquérito das fake news.

Outra possibilidade discutida, segundo a CNN Brasil, seria pautar o código de ética mesmo sem garantia de maioria no plenário. A intenção dessas medidas seria fortalecer a presidência do Supremo diante do conflito interno.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *