Irã diz ter capturado veículo submarino dos EUA no Estreito de Ormuz

Guarda Revolucionária afirmou que equipamento não tripulado foi apreendido na entrada da rota marítima estratégica; Washington não havia confirmado o caso.

Da
Redação
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O Estreito de Ormuz enfrenta restrições de tráfego em meio à escalada entre Irã e Estados Unidos.
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O Irã diz ter capturado um veículo submarino não tripulado dos Estados Unidos na entrada do Estreito de Ormuz. A afirmação partiu da Marinha da Guarda Revolucionária e foi divulgada pela imprensa estatal iraniana nesta terça-feira (8).

Segundo a corporação, o equipamento estaria entre os mais modernos veículos submarinos inteligentes e não tripulados das Forças Armadas americanas. Washington não havia confirmado imediatamente a alegação iraniana.

Guarda Revolucionária relata apreensão

A declaração da Guarda Revolucionária foi publicada no canal da agência iraniana Fars no Telegram. O texto atribuído à corporação informou que o veículo foi capturado na entrada do Estreito de Ormuz.

O órgão militar iraniano descreveu o equipamento como um veículo submarino inteligente e não tripulado. Também afirmou que a tecnologia empregada seria avançada.

Segundo a mesma versão, os Estados Unidos entregaram o veículo à sua frota militar em 2025. A Guarda Revolucionária disse que divulgaria imagens da embarcação nas horas seguintes ao anúncio.

Estados Unidos não confirmam episódio

Não houve confirmação imediata de Washington sobre a suposta captura. Assim, a informação disponível sobre a apreensão parte da Guarda Revolucionária do Irã.

A falta de uma manifestação americana, no momento relatado, mantém sem resposta detalhes como a identificação do equipamento e as circunstâncias da operação mencionada pelo Irã.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de declarações e ações militares envolvendo Teerã e Washington na região do Golfo. Por isso, Ormuz voltou ao centro da disputa entre os dois países.

Ameaças ampliam tensão regional

Na segunda-feira (7), o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, ameaçou retaliar novos ataques americanos. Ele citou a exposição de estruturas de energia na região, incluindo empresas de petróleo e gás dos Estados Unidos.

Qalibaf fez referência a ataques iranianos contra bases militares americanas na região ao longo do conflito. A fala pareceu responder ao alerta do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, de que a frota de petroleiros iraniana estaria indefesa.

As declarações vieram depois de ofensivas de Estados Unidos e Irã contra embarcações durante o fim de semana. Ao mesmo tempo, a troca de hostilidades elevou a preocupação com a segurança da navegação no Golfo.

Ormuz sofre novas restrições

O Irã restringe o tráfego pelo Estreito de Ormuz desde o início do conflito com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro. A rota é vital para o abastecimento global de petróleo e gás.

No domingo (6), Mohsen Rezaei, descrito como uma autoridade sênior de segurança do Irã, afirmou que o país anunciaria nos próximos dias planos para uma nova zona restrita no Golfo. Segundo ele, também haveria aprovação iminente de mapas para um novo corredor de navegação por Ormuz.

Rezaei declarou que a área planejada começaria no ponto em que se inicia o bloqueio naval dos EUA ao Irã e se estenderia por áreas do Golfo. Navios que entrassem nessa zona, segundo ele, passariam a integrar uma lista de sanções iranianas.

Ataques atingem petroleiros iranianos

Forças dos Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos no sábado (5), incluindo uma embarcação próxima à Ilha de Kharg. A ilha abriga o principal centro de exportação de petróleo do Irã.

Segundo o relato, a ação americana respondeu a ataques da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã contra navios de guerra dos Estados Unidos na região. A escalada reforçou o risco para interesses americanos em países vizinhos.

Além disso, o governo iraniano demonstrou, de acordo com o material divulgado, capacidade para interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. A via marítima concentra parte relevante do trânsito energético internacional.

Tráfego naval cai e petróleo reage

Uma média de 10 navios de carga passou diariamente por Ormuz nos dez dias anteriores aos dados divulgados na segunda-feira (7). Esse foi o menor volume desde maio, conforme informações de navegação citadas no relato.

A redução do trânsito ocorre enquanto o Irã impõe restrições e os dois países registram confrontos envolvendo embarcações. Dessa forma, a circulação comercial pela passagem ficou submetida a um ambiente de maior instabilidade.

Os ataques e as ameaças também repercutiram no mercado de energia. Na segunda-feira, os preços do petróleo atingiram o maior nível em seis semanas, após as hostilidades no fim de semana.

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