Os Emirados Árabes Unidos estão ampliando rotas alternativas para exportar energia e manter o comércio, com o objetivo de reduzir a dependência do Estreito de Ormuz. A declaração foi feita nesta segunda-feira (7) pelo conselheiro presidencial Anwar Gargash, durante o Fórum Hili, em Abu Dhabi.
Segundo Gargash, o país vem aumentando a capacidade de portos na costa leste e desenvolvendo oleodutos, ferrovias e corredores comerciais. A iniciativa ocorre em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã e à instabilidade relatada na rota marítima do Golfo Pérsico.
Emirados ampliam corredores alternativos
Gargash afirmou que os projetos buscam proteger as exportações de energia, o comércio e a atividade econômica emiradense de interrupções associadas ao conflito regional. A estratégia, segundo ele, procura evitar que esses setores fiquem subordinados à situação no estreito.
Entre as frentes citadas pelo conselheiro estão a expansão da infraestrutura portuária na costa leste do país, a construção de oleodutos e o desenvolvimento de ferrovias. Ele também mencionou rotas comerciais alternativas, sem detalhar prazos, capacidades ou os trajetos envolvidos.
A costa leste dos Emirados se volta para o Golfo de Omã, fora da passagem mais estreita de Ormuz. Dessa forma, a ampliação dessa infraestrutura é apresentada pelo governo emiradense como uma resposta logística à insegurança na região.
Conflito atinge países do Golfo
De acordo com o material fornecido, a guerra teve efeitos significativos sobre os Estados árabes do Golfo, entre eles os Emirados Árabes Unidos. O texto relata que Teerã lançou mísseis contra o país e atacou navios-tanque emiradenses no Estreito de Ormuz.
Esses episódios são apresentados no contexto de um conflito iniciado, segundo a fonte, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. Como o dossiê não traz verificação independente desses acontecimentos, as informações devem ser atribuídas ao relato da fonte.
Gargash avaliou ainda que uma eventual retomada das relações com o Irã pode ocorrer no futuro. No entanto, alertou que a confiança entre as partes poderia levar décadas para ser recomposta depois dos ataques mencionados.
Autoridades defendem autonomia na segurança
O conselheiro presidencial criticou os países árabes do Golfo por não terem articulado uma reação coordenada ao Irã. Na avaliação dele, preocupações compartilhadas não se converteram em uma estratégia regional comum.
Para Gargash, a parceria dos Emirados com os Estados Unidos continua essencial. Ainda assim, ele disse que os seis meses de conflito reforçaram a necessidade de capacidades nacionais, sobretudo na área de segurança.
Em manifestação no mesmo ambiente de debates, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, também defendeu que os países do Golfo não dependam apenas da aliança estratégica com Washington. Ele sustentou que parceiros internacionais são importantes, mas não substituem a capacidade própria de segurança.
Ormuz trava negociações com Irã
O Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de impasse entre Washington e Teerã, segundo o texto. A fonte afirma que o Irã cumpriu a ameaça de fechar a passagem, antes usada para o transporte de cerca de um quinto do suprimento global de energia.
A interrupção, ainda de acordo com o material, elevou os preços da energia e desencadeou uma crise econômica mundial. O dossiê não fornece dados adicionais sobre valores, duração do bloqueio ou os efeitos econômicos citados.
As negociações entre Estados Unidos e Irã têm mediação do Catar e do Paquistão, conforme a fonte. Teerã sustenta que o estreito pertence ao Irã e a Omã, posição que, segundo o relato, encontra rejeição ampla entre os Estados do Golfo.
Cessar-fogo não se sustenta
O material informa que um cessar-fogo preliminar obtido em junho fracassou. Desde então, teria havido pouco avanço para retomar um processo de paz entre as partes envolvidas no conflito.
Para Gargash, uma solução duradoura para a crise precisa preservar a liberdade de navegação na rota marítima. Ele também defendeu garantias consideradas confiáveis contra novos ataques iranianos aos países árabes do Golfo.
Enquanto as tratativas permanecem sem desfecho, os Emirados apresentam a diversificação de suas saídas de energia e comércio como uma medida de proteção econômica. O alcance efetivo dessas alternativas, porém, não foi detalhado na declaração reproduzida pela fonte.


