Os Estados Unidos continuarão a atacar petroleiros iranianos caso o Irã tente atingir navios de guerra americanos, afirmou o secretário de Estado Marco Rubio na terça-feira (8), durante visita à Colômbia. A declaração ocorreu após autoridades americanas relatarem ataques contra embarcações perto da Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz.
Segundo dois oficiais dos EUA, as forças americanas atacaram vários petroleiros iranianos na região. Um deles afirmou que a ação respondeu a tentativas de lançar mísseis contra um navio da Marinha dos Estados Unidos e envolveu embarcações ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica.
Rubio anuncia reação a ataques
Rubio vinculou a posição americana às tentativas iranianas de atingir embarcações da Marinha dos EUA. Em sua fala a jornalistas, ele disse que cada nova tentativa resultaria na perda de petroleiros pelo Irã.
O secretário de Estado fez a declaração fora do Oriente Médio, durante uma viagem à Colômbia. Ainda assim, a mensagem tratou diretamente da escalada naval na passagem estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
A fala pública de Rubio veio no mesmo dia em que autoridades americanas relataram a ofensiva perto da Ilha de Kharg. Dessa forma, o governo dos EUA apresentou os ataques aos petroleiros como uma retaliação a ações contra sua Marinha.
Autoridades relatam ataques perto de Kharg
Dois oficiais americanos informaram que os EUA atacaram vários petroleiros iranianos nas proximidades da Ilha de Kharg. O relato não especificou quantas embarcações foram atingidas.
Uma das autoridades disse que os navios tinham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo esse oficial, a operação ocorreu depois de tentativas de ataque com mísseis contra um navio de guerra americano.
A Ilha de Kharg fica na área do Estreito de Ormuz mencionada nos relatos sobre a ofensiva. Por isso, os episódios conectam embarcações comerciais ligadas ao Irã, forças militares americanas e a Guarda Revolucionária em uma mesma crise naval.
Guarda Revolucionária relata captura de veículo
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou, também na terça-feira, que capturou um veículo submarino não tripulado dos Estados Unidos na entrada do Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana.
Em declaração publicada no canal da agência Fars no Telegram, a Guarda Revolucionária classificou o equipamento como um dos mais modernos submarinos inteligentes e não tripulados das Forças Armadas americanas.
A corporação iraniana afirmou ainda que o veículo usa tecnologia avançada e havia sido entregue à frota militar dos EUA em 2025. Além disso, disse que divulgaria imagens da embarcação nas horas seguintes.
Estreito de Ormuz concentra tensão naval
Os relatos americanos sobre os ataques a petroleiros e a declaração iraniana sobre a captura do veículo submarino tiveram como referência o Estreito de Ormuz. A passagem aparece, portanto, como o centro dos acontecimentos narrados pelos dois lados.
Enquanto autoridades dos EUA atribuíram a ofensiva a uma resposta contra tentativas de ataque com mísseis, a Guarda Revolucionária divulgou sua versão sobre a apreensão de um equipamento americano. As manifestações foram publicadas no mesmo dia.
A tensão envolveu o Departamento de Estado americano, a Marinha dos EUA e a Guarda Revolucionária Islâmica. Até a declaração de Rubio, Washington indicava que pretendia manter a resposta contra petroleiros iranianos diante de novas tentativas de atingir seus navios.


