O Supremo Tribunal Federal (STF) teve presença reduzida no desfile de 7 de Setembro realizado em Brasília em 2026. Segundo a CNN Brasil, apenas o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, compareceu à tribuna de honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os ministros do STF costumam ser convidados para integrar a tribuna presidencial na cerimônia. Desta vez, a ausência da maior parte do tribunal ocorreu dias após o início de um embate público envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, em meio a informações relacionadas ao Banco Master.
Fachin representa o STF na tribuna
Edson Fachin foi o único integrante do Supremo presente na tribuna presidencial, de acordo com a reportagem. Ele ocupa a presidência da Corte.
A cerimônia marcou o Dia da Independência e reuniu autoridades na capital federal. Como os demais ministros não compareceram à tribuna, a participação do STF foi limitada à presença de Fachin.
A CNN Brasil classificou a ausência como ocorrida em meio a uma crise recente no tribunal. A reportagem não informou os motivos individuais de cada ministro que não esteve no desfile.
Embate entre ministros surge dias antes
A situação ocorreu menos de uma semana depois de um episódio que colocou André Mendonça e Alexandre de Moraes em posições públicas opostas, segundo o material fornecido.
Na terça-feira, 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reunia mais de 50 mensagens trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Segundo a CNN Brasil, os registros indicariam que Vorcaro procurava Moraes em busca de proteção diante de investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Essa é uma informação atribuída pela reportagem ao conteúdo dos registros.
Dois dias depois, ainda conforme a CNN Brasil, Moraes pediu a investigação de Mendonça. O pedido se basearia em relatórios de trabalho da Polícia Federal e atribuiria ao colega abuso de poder e direcionamento de investigações sobre o Banco Master e o INSS conforme interesses próprios.
Presidente do STF deve conduzir próximos passos
O caso envolvendo os pedidos de investigação está sob análise de Fachin, segundo a reportagem. Caberá ao presidente do STF decidir se as solicitações serão encaminhadas ao plenário da Corte.
A definição também inclui o momento em que uma eventual análise pelos demais ministros poderá ocorrer. O material não informa prazo para essa decisão.
Como presidente do tribunal e único ministro presente na tribuna do desfile, Fachin concentrou, no mesmo período, a representação institucional do STF na cerimônia e a condução inicial dos procedimentos relatados.
A reportagem não apresenta decisão do Supremo sobre o mérito das alegações feitas nos pedidos de investigação. As acusações descritas no material permanecem no campo das imputações atribuídas aos ministros envolvidos.
Lula pede apuração sobre o Banco Master
Segundo a CNN Brasil, Lula procurou se afastar da crise entre os integrantes do Supremo. Na semana anterior ao desfile, o presidente gravou um vídeo para as redes sociais e para o programa eleitoral.
Sem mencionar Alexandre de Moraes, Lula afirmou que todos deveriam ser investigados e cobrou uma solução da Procuradoria-Geral da República e do STF para o caso relacionado ao Banco Master, conforme relatado pela emissora.
A manifestação presidencial ocorreu enquanto as informações sobre o relatório da Polícia Federal e os pedidos de investigação passavam a integrar o noticiário político. A reportagem não detalha eventuais medidas posteriores do Executivo sobre o tema.
Ausências já ocorreram em 2025
A ausência de ministros do STF no desfile de 7 de Setembro também havia ocorrido em 2025, segundo a CNN Brasil. Naquele ano, o contexto era a proximidade do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados por tentativa de golpe de Estado.
De acordo com a reportagem, o Supremo era então alvo frequente de críticas da oposição, especialmente em torno das manifestações políticas realizadas no 7 de Setembro.
Em 2024, por outro lado, a presença da Corte na tribuna foi maior. Compareceram Alexandre de Moraes, que presidia o STF naquele momento, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Edson Fachin.
Já em 2023, Rosa Weber, então presidente do STF, participou do primeiro desfile de 7 de Setembro do terceiro mandato de Lula. A presença ocorreu no ano dos ataques de 8 de Janeiro, após um período em que a data havia sido marcada por ataques ao Supremo durante o governo de Jair Bolsonaro.


