Caiado pede saída de Moraes do STF e fim de sigilo em casos

Presidenciável do PSD também defendeu a atuação de André Mendonça e disse que informações sobre o Banco Master e o INSS devem ser públicas.

Da
Redação
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Ronaldo Caiado defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes e a abertura de informações sobre investigações citadas em sua declaração.Divulgação/PSD
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A saída de Moraes do STF foi defendida pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, presidenciável do PSD, em declaração a jornalistas durante visita à Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul. Caiado disse que o ministro Alexandre de Moraes deveria tomar a iniciativa de se afastar da Corte para apresentar sua defesa.

Além disso, o político pediu a retirada do sigilo de investigações relacionadas ao extinto Banco Master e de um inquérito que apura fraudes no INSS. Segundo Caiado, a divulgação das informações é necessária para que os eleitores conheçam os fatos antes das eleições gerais deste ano.

Caiado defende saída de Moraes do STF

Na declaração, Caiado afirmou que Moraes deveria se autoafastar do Supremo Tribunal Federal. A posição surgiu após a revelação de trocas de mensagens entre o ministro e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e antigo controlador do Banco Master.

O material fornecido informa que as mensagens foram reveladas na terça-feira anterior à fala de Caiado. O presidenciável avaliou que o episódio provocou uma crise de grandes proporções dentro da instituição.

O pedido do político não descreve um procedimento formal para o afastamento. Trata-se, portanto, de uma defesa pública para que o próprio ministro se afaste enquanto faz sua defesa.

Mensagens motivam disputa no Supremo

Segundo o relato, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de uma ação que apura a relação entre Moraes e Vorcaro. Caiado elogiou a atuação de Mendonça durante a conversa com jornalistas.

De maneira alguma. Não tem nada de consistente, a montagem dentro daquela fake news que existe há sete anos sem terminar até hoje é um absurdo.”

Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e presidenciável do PSD

Dois dias depois da revelação das mensagens, Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de cometer crimes na condução de ações no tribunal, de acordo com o material. A acusação mencionada no relato não é apresentada como conclusão judicial.

Em seguida, o presidente do STF, Edson Fachin, retirou a apuração do inquérito relatado por Moraes e a incluiu em outro procedimento sob sua própria relatoria. Essa mudança integra a sequência institucional descrita na reportagem que originou a pauta.

Caiado rejeita investigação de Mendonça

Questionado sobre a necessidade de investigar Mendonça, Caiado rejeitou essa hipótese. Ele também criticou a duração do inquérito das Fake News, criado há sete anos, conforme sua declaração.

Para o presidenciável, não haveria consistência para uma apuração contra o ministro. A crítica se soma à sua defesa de que Mendonça agiu corretamente ao retirar o sigilo da ação envolvendo Moraes e Vorcaro.

A manifestação de Caiado ocorre em meio a uma controvérsia pública entre ministros do STF relatada no material. No entanto, o conteúdo fornecido não informa decisões de mérito sobre as acusações ou sobre a relação investigada entre Moraes e o ex-banqueiro.

Sigilo de casos entra no debate eleitoral

Caiado aproveitou a defesa de Mendonça para reiterar que todo o conteúdo das investigações do caso Master e do inquérito sobre fraudes no INSS deveria perder o sigilo. Ele vinculou o tema ao direito de informação do eleitor.

Na avaliação do político, processos que alcançariam setores da política e outros Poderes não deveriam permanecer ocultos da sociedade durante o período eleitoral. A afirmação expressa uma posição de campanha e não detalha quais documentos poderiam ser divulgados.

O pedido reúne duas frentes citadas na declaração: as investigações relacionadas ao Banco Master e a apuração de fraudes no INSS. Dessa forma, Caiado colocou a transparência desses procedimentos no centro de sua manifestação sobre o cenário político e institucional.

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