O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, deve concentrar críticas no ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante uma manifestação de 7 de Setembro. A informação foi divulgada como parte da estratégia da campanha bolsonarista para o ato.
De acordo com o relato, a orientação é evitar ataques generalizados ao STF e ao Judiciário. A avaliação é que esse tom poderia dificultar um eventual diálogo com a Corte em caso de vitória presidencial e produzir reação dos demais ministros em defesa da instituição.
Campanha concentra críticas em Moraes
A estratégia atribuída à campanha prevê que Flávio Bolsonaro direcione suas críticas a Alexandre de Moraes, sem estendê-las automaticamente aos demais integrantes do Supremo.
O objetivo político descrito é sustentar que o ministro não teria condições de permanecer no cargo. A campanha buscaria, com esse argumento, apontar o que considera apoio popular à abertura de uma investigação.
O material que originou a pauta não informa quais falas serão feitas por Flávio Bolsonaro, nem detalha a programação da manifestação. Por isso, a concentração das críticas deve ser tratada como expectativa sobre a conduta do candidato no evento.
PL evita confronto amplo com o STF
A campanha chama de “provocação desnecessária” a adoção de ataques genéricos contra a Suprema Corte, segundo o relato. A posição procura separar as críticas dirigidas a Moraes de uma ofensiva contra todo o tribunal.
Dirigentes de direita avaliam que uma abordagem ampla poderia fortalecer Moraes entre os colegas. Nesse entendimento, ministros poderiam reagir em defesa institucional do STF, reduzindo o efeito pretendido pelos críticos.
Além disso, a cautela é vinculada à possibilidade de manutenção de canais de diálogo com o Judiciário. Esse cálculo, porém, é apresentado como avaliação de integrantes da campanha, e não como decisão formal anunciada pelo Supremo.
Pedidos envolvem Moraes e Mendonça
A manifestação também deve ter discursos em defesa do ministro André Mendonça, conforme a informação divulgada. Mendonça pediu a abertura de investigação contra Moraes por envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O texto fornecido não detalha o conteúdo do pedido de investigação nem apresenta manifestação de Moraes ou de Vorcaro sobre o caso. Assim, a referência ao envolvimento deve ser entendida no contexto do requerimento mencionado.
Ao mesmo tempo, há um pedido contra o próprio Mendonça. O presidente do STF, Edson Fachin, indicou que examinará tanto o pedido relativo a Moraes quanto aquele que envolve Mendonça.
Fachin avalia como levar casos ao plenário
Segundo a informação disponível, Edson Fachin pretende levar os dois pedidos ao plenário do STF. O presidente da Corte afirmou que adotará o tempo que considerar necessário para avaliar os casos.
Entre as possibilidades em análise está uma votação virtual. A alternativa buscaria evitar confrontos em sessão presencial que, na avaliação relatada, poderiam prejudicar a imagem do Poder Judiciário.
Fachin também considera deixar uma eventual votação para depois das eleições deste ano, ainda de acordo com o material. A justificativa em avaliação seria evitar que o julgamento contamine ou influencie o debate eleitoral.
Marinho discute crise institucional
Na semana anterior à publicação da informação, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do PL à sucessão presidencial, reuniu-se com o ministro Gilmar Mendes, decano do STF.
O encontro teve como tema as consequências da crise institucional no Judiciário para o processo eleitoral, segundo o material fornecido. Não foram divulgados detalhes sobre eventuais encaminhamentos da conversa.
A reunião ocorre enquanto a campanha busca calibrar sua posição pública em relação ao Supremo. Dessa forma, o ato de 7 de Setembro é apresentado como parte de uma estratégia que combina crítica a um ministro específico e contenção de ataques à Corte como instituição.


