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Palmeiras e Estudiantes decidirão a Copa Libertadores de 2026 em 28 de novembro, no estádio Centenário, em Montevidéu, em uma final que também definirá qual país ficará isolado na liderança histórica da competição. Brasil e Argentina chegam ao confronto empatados com 25 títulos cada, e o vencedor dará à sua nação a 26ª conquista. Para o clube paulista, o encontro oferece ainda a chance de uma revanche aguardada desde 1968, quando perdeu a decisão justamente para o adversário argentino.

O Palmeiras disputa seu quarto título continental, depois de levantar a taça em 1999, 2020 e 2021. O Estudiantes busca o quinto, após as conquistas de 1968, 1969, 1970 e 2009. A decisão será em partida única, diferentemente do regulamento da primeira final entre os dois clubes, disputada em três jogos. Quem vencer se tornará também o representante sul-americano na Copa Intercontinental da Fifa.

Final define liderança histórica

A liderança isolada por países é um dos marcos em jogo no Centenário. A Argentina construiu sua vantagem nas primeiras décadas da Libertadores, impulsionada pelo Independiente, pelo Boca Juniors e pelo próprio Estudiantes. O Brasil reduziu a distância com uma sequência de conquistas no século 21, principalmente nos anos mais recentes.

O ranking histórico reúne sete países campeões. Uruguai, terceiro colocado, soma oito taças, enquanto Colômbia e Paraguai aparecem com três cada. Chile e Equador completam a relação com uma conquista por país. Brasil e Argentina, juntos, concentram 50 das 66 edições já concluídas até 2025.

País Títulos
Brasil 25
Argentina 25
Uruguai 8
Colômbia 3
Paraguai 3
Chile 1
Equador 1

Fonte: histórico da Libertadores, conferido com dados da Fifa e levantamentos publicados em 23 de outubro de 2026.

Os últimos sete campeões foram brasileiros. Entre 2019 e 2025, Flamengo venceu três vezes, Palmeiras duas, enquanto Fluminense e Botafogo conquistaram um título cada. O River Plate foi o último campeão de outro país, em 2018, quando derrotou o Boca Juniors. A sequência explica como o Brasil igualou uma liderança que por décadas pertenceu aos argentinos.

Revanche da decisão de 1968

A final de 1968 começou com vitória do Estudiantes por 2 a 1, em La Plata. Na partida de volta, em São Paulo, o Palmeiras venceu por 3 a 1. Como o regulamento definia a igualdade de pontos sem aplicar o saldo de gols como desempate, foi necessária uma terceira partida, disputada em campo neutro.

No estádio Centenário, o Estudiantes ganhou por 2 a 0 e conquistou sua primeira Libertadores. O resultado abriu uma sequência de três títulos continentais seguidos para a equipe argentina, campeã também em 1969 e 1970. A quarta taça viria em 2009, com vitória sobre o Cruzeiro na final.

O mesmo estádio uruguaio guarda uma lembrança diferente para o Palmeiras. Em 2021, a equipe comandada por Abel Ferreira derrotou o Flamengo por 2 a 1 na prorrogação, com gol decisivo de Deyverson, e conquistou seu terceiro título. O técnico português retorna agora a Montevidéu para mais uma final continental.

O cenário oferece duas trajetórias distintas: o Palmeiras procura igualar o Flamengo, brasileiro com quatro Libertadores, enquanto o Estudiantes pretende se aproximar do Boca Juniors no ranking de clubes argentinos. Nenhuma dessas posições mudará antes da partida decisiva.

Semifinais decididas nos pênaltis

Os dois finalistas avançaram após cobranças de pênaltis. O Palmeiras havia vencido o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, mas perdeu a volta por 1 a 0, em casa, na quarta-feira (21). Com o placar agregado empatado em 2 a 2, venceu a disputa por 5 a 3. O goleiro Carlos Miguel defendeu a cobrança de Nonato.

O Estudiantes empatou sem gols com o Flamengo tanto em La Plata quanto no Maracanã. No confronto de quinta-feira (22), a equipe argentina atuou com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo, mas segurou o empate e venceu a disputa por 3 a 2. O goleiro Fernando Muslera defendeu cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique.

O técnico uruguaio Alexander Medina, que dirige o Estudiantes, destacou o simbolismo de decidir o torneio no Centenário depois de eliminar uma equipe brasileira no Maracanã. Para o clube de La Plata, será a sexta final da Libertadores; para o Palmeiras, a oitava participação em uma decisão.

Títulos e próximos compromissos

O Palmeiras conquistou a primeira Libertadores em 1999 e voltou a vencer em 2020 e 2021. Em 2025, foi vice-campeão diante do Flamengo. Abel Ferreira participou das duas conquistas mais recentes, e a final deste ano será sua quarta decisão da competição no comando do clube.

A equipe argentina foi dominante no fim dos anos 1960 e voltou ao título em 2009. Entre os clubes com mais conquistas da história do torneio, Independiente lidera com sete, seguido por Boca Juniors, com seis, e Peñarol, com cinco. Estudiantes, Flamengo e River Plate somam quatro cada.

Além da taça continental, a Fifa confirmou que o vencedor terá vaga na Copa Intercontinental de 2026. O campeão sul-americano enfrentará o Toluca, do México, no Dérbi das Américas, previsto para 9 de dezembro, em Doha. O torneio prosseguirá com a Copa Challenger antes da final.

A decisão entre Palmeiras e Estudiantes está marcada para sábado, 28 de novembro, no estádio Centenário, em Montevidéu. O horário da partida ainda não está confirmado.

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