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O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a emenda constitucional que assegura aposentadoria especial a agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A medida estabelece requisitos específicos de idade, contribuição e efetivo exercício profissional.

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parlamentares e ministros. Na mesma sessão, o Congresso oficializou a emenda que encerra a escala de trabalho 6×1, duas medidas distintas aprovadas após negociação legislativa.

Nova emenda garante aposentadoria especial

Pelas novas regras informadas na promulgação, mulheres poderão se aposentar a partir de 57 anos e homens a partir de 60, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício das funções abrangidas.

A norma também trata de contratação, financiamento e regras de transição. O texto inclui agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento entre os profissionais alcançados pelas disposições previstas.

Requisitos incluem exercício efetivo

O tempo mínimo de 25 anos exige comprovação de contribuição e atividade efetiva nas funções indicadas. Não basta completar a idade estabelecida sem preencher as outras condições legais previstas na emenda.

A contagem poderá considerar períodos em que os profissionais se afastaram de suas funções para exercer representação sindical. Esse dispositivo reconhece a atividade de representação da categoria na composição do tempo necessário.

As regras de transição procuram regular a passagem do sistema anterior para o novo modelo. Para examinar um caso individual, será necessário verificar o histórico funcional, as contribuições previdenciárias e a modalidade de vínculo do trabalhador.

União pagará benefício complementar

A emenda prevê benefício extraordinário financiado pela União, destinado a complementar valores pagos pelo Regime Geral de Previdência Social. O dispositivo faz parte dos mecanismos previstos para viabilizar as condições especiais de aposentadoria.

Outro ponto é a paridade: a proposta determina que os aposentados abrangidos recebam os mesmos reajustes e aumentos salariais aplicados aos servidores da ativa, nos termos estabelecidos pelo novo texto constitucional.

A mudança também disciplina formas de contratação e responsabilidades federais de financiamento. São pontos relevantes porque os profissionais atuam em serviços de saúde pública organizados entre União, estados e municípios. A cobertura constitucional das duas categorias se liga às atividades territoriais de prevenção, acompanhamento comunitário e enfrentamento de doenças transmitidas por vetores, executadas nos serviços locais.

Impacto fiscal provoca debate político

A proposta provocou preocupação no governo por uma estimativa de impacto de R$ 28 bilhões aos cofres públicos, segundo a CNN Brasil. Durante a tramitação, integrantes do Planalto chegaram a classificar a iniciativa como uma pauta de alto custo fiscal.

A líder governista no Senado, Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, defendeu a valorização dos trabalhadores ao final dos debates, mas ressaltou a necessidade de responsabilidade fiscal na implementação das novas regras.

A promulgação aconteceu aproximadamente três meses depois da etapa legislativa que permitiu o avanço da proposta. O intervalo esteve associado a discussões sobre custos e condições para aplicação da medida.

A aposentadoria especial altera as condições constitucionais de acesso ao benefício das categorias definidas no texto. O impacto real dependerá do número de profissionais elegíveis e da implementação financeira e administrativa das regras.

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