O homem localizado a cerca de 200 quilômetros de Suzano é Dioney Santos Celestino, principal suspeito da morte de Laysa Cristine, de 23 anos. Ele foi preso em Mogi Mirim e deverá ser transferido para prestar depoimento na investigação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. De acordo com informações reunidas pela investigação, o suspeito teria mostrado a conhecidos um vídeo da companheira já morta e feito declarações sobre outros homicídios. Essas afirmações também serão apuradas pelas autoridades e não constituem, por si só, confirmação de outros crimes.
Suspeito é localizado no interior
A prisão ocorreu na Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros, em Mogi Mirim. Policiais relataram que o homem demonstrou nervosismo durante a abordagem e não portava documentos.
Após a identificação, os agentes verificaram que havia relação dele com a investigação conduzida em Suzano. A detenção foi comunicada às autoridades responsáveis pelo inquérito.
A expectativa é que o suspeito seja transferido para prestar depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher de Suzano. A unidade conduz a apuração da morte de Laysa.
A prisão não representa condenação. Dioney será submetido aos procedimentos judiciais e tem direito à defesa durante o processo criminal.
Caso é investigado como feminicídio
Laysa foi morta na noite de segunda-feira, em Suzano, na Grande São Paulo. O principal suspeito é o companheiro, que deixou a cidade após o crime, segundo a investigação.
Relatos colhidos pela polícia indicam que ele teria exibido a amigos um vídeo da vítima depois da morte. Os investigadores também apuram declarações atribuídas ao suspeito sobre outras três pessoas que teriam sido mortas.
Até que eventuais outros casos sejam confirmados por diligências, essas falas são tratadas como informação a ser verificada. A polícia pode confrontá-las com registros de pessoas desaparecidas, ocorrências e outros elementos de investigação.
Histórico entra na apuração
O suspeito possui registros anteriores na Justiça, incluindo ocorrência relacionada a tentativa de feminicídio, além de passagens por furto e tráfico de drogas. Esses antecedentes integram o histórico policial, mas o processo atual precisa ser analisado a partir das provas produzidas no caso de Laysa.
A investigação deve reunir laudos periciais, depoimentos, imagens, dados telefônicos e outros elementos que possam esclarecer a dinâmica do crime. A eventual existência e autenticidade do vídeo mencionado por testemunhas também pode ser objeto de perícia.
Em crimes de feminicídio, a apuração busca estabelecer não apenas a autoria material, mas também as circunstâncias da violência e a relação entre vítima e investigado. Esses fatores podem influenciar o enquadramento jurídico apresentado pelo Ministério Público.
Depoimento deve ocorrer em Suzano
Com a prisão em Mogi Mirim, a investigação entra em uma fase em que o suspeito poderá ser formalmente ouvido. Ele pode exercer o direito de permanecer em silêncio e ser acompanhado por defesa técnica.
A polícia também deve verificar os deslocamentos realizados depois do crime e as circunstâncias que levaram o investigado ao interior do estado. Esses dados podem ajudar a reconstruir o período entre a morte e a prisão.
Depois da conclusão das diligências, o inquérito será encaminhado às autoridades competentes. Caberá ao Ministério Público avaliar eventual denúncia, e ao Judiciário decidir sobre as medidas cautelares e o andamento de uma futura ação penal.


