A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira (23) dois homens suspeitos de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos. A operação policial foi deflagrada no bairro de Vigário Geral, localizado na Zona Norte da capital fluminense, após representação formulada pela autoridade competente e deferida pelo Plantão Judiciário.
Os suspeitos detidos foram identificados pelas autoridades como André Luiz da Silva, companheiro da avó da vítima, e David dos Santos, tio materno da adolescente. O caso veio à tona depois que a jovem conseguiu fugir de sua residência e abordou diretamente um policial militar para pedir socorro imediato.
Em depoimento especializado, a vítima detalhou os abusos sofridos e apontou os familiares como autores das agressões. Após o pedido de auxílio, a adolescente foi encaminhada para um programa de acolhimento institucional, onde passa a receber atendimento especializado e suporte psicológico adequado.
Investigação começa após fuga
O inquérito policial foi instaurado logo após o relato da vítima ao agente de segurança pública. A adolescente relatou que tentou buscar ajuda de outros familiares anteriormente, mas não obteve apoio para interromper o ciclo de violência doméstica a que era submetida dentro de casa.
Diante da gravidade dos relatos colhidos na oitiva especializada, a autoridade policial representou pelas prisões cautelares. O pedido foi rapidamente analisado e deferido pelo Plantão Judiciário, permitindo que os agentes cumprissem os mandados na Zona Norte do Rio.
A apuração conduzida pela Polícia Civil indica que os abusos ocorriam de forma recorrente no ambiente familiar. A investigação continua para esclarecer todos os detalhes e confirmar a extensão dos crimes praticados contra a menor de idade.
Relatos apontam violência familiar
Conforme as informações divulgadas pela polícia, a adolescente relatou que os abusos cometidos pelo companheiro de sua avó começaram com toques inadequados e escalaram para episódios de violência mais graves. A vítima afirmou que chegou a comunicar a avó sobre a situação em diversas ocasiões.
No entanto, de acordo com o apurado pelas autoridades, a avó não prestou o suporte necessário e optou por desacreditar os relatos da neta. A falta de amparo no núcleo familiar imediato motivou a decisão da adolescente de fugir de casa para buscar proteção na rua.
Em relação ao segundo suspeito, o tio materno da vítima, a investigação aponta que os abusos teriam iniciado após ele passar a residir na mesma casa. Os relatos colhidos descrevem situações de extrema vulnerabilidade e violência física durante as agressões.
Prisões realizadas em Vigário Geral
A localização e a prisão dos dois investigados ocorreram de forma simultânea em Vigário Geral. Equipes da Polícia Civil monitoraram os alvos até o momento da abordagem, executando as ordens de prisão expedidas pela Justiça durante o Plantão Judiciário.
Os dois homens foram conduzidos para delegacias especializadas da corporação para os procedimentos de praxe. Posteriormente, serão transferidos para o sistema prisional do estado, onde permanecerão acautelados e à disposição do Poder Judiciário.
A defesa dos suspeitos não foi localizada pela reportagem para se manifestar sobre as acusações até o momento da publicação desta matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações jurídicas dos citados.
Acolhimento e próximos passos
Após deixar o ambiente de violência e relatar os crimes, a adolescente foi inserida em uma rede de proteção à infância e à juventude. O acolhimento institucional garante segurança física e acompanhamento multidisciplinar contínuo para a vítima.
As diligências policiais prosseguem com a análise de novos elementos de prova colhidos durante a primeira fase da operação. O objetivo é esgotar todas as linhas de investigação sobre a dinâmica dos abusos no âmbito familiar.
O crime de estupro de vulnerável é tipificado no Código Penal brasileiro quando a vítima é menor de 14 anos, independentemente de eventual consentimento, prevendo penas severas para os condenados por esse tipo de delito.


