A investigação sobre o desaparecimento do bancário paulista Vinícius Valente da Silva, de 30 anos, em Florianópolis, ganhou novos contornos após a obtenção de dados telemáticos e bancários. O jovem, que é natural do Guarujá, no litoral de São Paulo, está desaparecido há mais de 45 dias na capital catarinense, para onde viajou no início de agosto para aproveitar o período de férias.
De acordo com as informações apuradas pela defesa e pelas autoridades policiais, a quebra de sigilo revelou que Vinícius solicitou uma corrida por aplicativo com destino à região da Praia da Galheta no dia em que desapareceu. Os registros mostram que a última atividade do telefone celular ocorreu por volta das 23h da mesma data, momento em que o aparelho perdeu o sinal e parou de emitir chamadas.
Desde então, parentes e equipes de segurança buscam por pistas que possam esclarecer o paradeiro do bancário. A Polícia Civil de Santa Catarina conduz o caso de forma integrada com órgãos de segurança, contando com o apoio do programa SOS Desaparecidos da Polícia Militar catarinense na divulgação de cartazes e informações sobre o caso.
Corrida marcou últimos passos
O trajeto realizado por meio de aplicativo ocorreu na noite de 6 de agosto de 2026. Por volta das 17h daquele dia, Vinícius fez o check-out e deixou um hostel onde estava hospedado na região da Lagoa da Conceição, situada no leste da Ilha de Santa Catarina.
As autoridades policiais já estiveram no local para realizar diligências, mas não conseguiram novas pistas imediatas sobre a movimentação do hóspede após a saída. O celular perdeu totalmente o sinal por volta das 23h do mesmo dia, sem que houvesse novas ligações ou conexões à internet registradas.
Além da interrupção nos registros de telefonia, nenhuma movimentação financeira foi identificada nas contas bancárias do bancário após a data do desaparecimento. O retorno dele para o estado de São Paulo estava programado para ocorrer em 9 de agosto, o que não chegou a se concretizar.
Hospedagem gerou mudança
O histórico anterior ao sumiço indica que o jovem viajou para Santa Catarina e, logo após a chegada, perdeu o acesso ao imóvel e à bagagem de um amigo que havia conhecido pela internet. Esse contratempo o obrigou a buscar abrigo temporário na região da Lagoa da Conceição.
Um amigo que prestou depoimento à polícia confirmou que Vinícius deixou parte de seus pertences guardados e saiu para dar uma volta, acabando por se hospedar no estabelecimento comercial da região leste. A mudança imprevista de planos antecedeu os episódios que culminaram na perda de contato com a família e amigos.
O caso ganhou repercussão e mobilizou autoridades de São Paulo e de Santa Catarina devido ao longo período sem informações concretas sobre o paradeiro do turista. As forças de segurança intensificaram a divulgação da imagem do bancário para ampliar o alcance das buscas.
Buscas mobilizam forças policiais
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar realizaram diversas incursões por trilhas, encostas e áreas de mata na região Leste da Ilha, com foco especial nos arredores da Praia da Galheta e trilhas adjacentes. Até o momento, contudo, as varreduras não resultaram na localização de pistas definitivas.
O programa SOS Desaparecidos assumiu um papel central na difusão de alertas oficiais, permitindo que denúncias anônimas pudessem ser encaminhadas aos canais de atendimento policial. A cooperação entre estados busca abranger tanto os locais frequentados em Santa Catarina quanto os contatos mantidos em São Paulo.
A família permanece acompanhando os desdobramentos das diligências e cobra respostas céleres para tentar elucidar a dinâmica dos fatos ocorridos na noite de agosto. A indefinição sobre o paradeiro mantém parentes em estado de alerta permanente.
Defesa cobra plataformas digitais
Para tentar avançar nas investigações, a representação jurídica do caso formalizou pedidos de quebra de sigilo telemático direcionados a diversas empresas de tecnologia e serviços digitais. Entre as companhias oficias estão aplicativos de entrega, de transporte e redes sociais.
A advogada Lígia Cerqueira, que acompanha o processo, informou que as plataformas ainda não enviaram todas as respostas com os dados detalhados solicitados pela defesa. A expectativa é que o fornecimento dessas informações tecnológicas ajude a mapear com precisão o trajeto exato do bancário.
A demora na entrega dos relatórios por parte das empresas tecnológicas tem sido um obstáculo adicional para a reconstituição detalhada dos últimos momentos. Os investigadores aguardam o material para cruzar dados de geolocalização e histórico de mensagens.


