O governo federal deve estender por mais 30 dias o subsídio de R$ 2,12 por litro de diesel no mercado interno, segundo sinalizou nesta quinta-feira (24) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A medida tem como principal objetivo conter os reflexos da alta do petróleo e das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre os custos operacionais no Brasil.
A manutenção do benefício econômico, que custa cerca de R$ 7 bilhões mensais aos cofres públicos, busca garantir previsibilidade para o setor logístico e evitar pressões inflacionárias adicionais no frete e no transporte público durante o período de instabilidade externa.
Prorrogação do benefício atual
Atualmente, o benefício econômico é resultado da combinação de duas frentes adotadas pela administração federal: uma subvenção de R$ 1,12 por litro, cuja validade termina neste sábado, e outra de R$ 1 por litro, anunciada pelo governo no início do mês de setembro.
Durante entrevista coletiva convocada para detalhar a liberação de R$ 1,8 bilhão no Orçamento de 2026, o ministro Bruno Moretti afirmou que a tendência técnica da equipe econômica é manter o valor total do auxílio por mais um mês no país.
Vamos levar ao presidente, mas, frente aos indicadores, a tendência é que a gente mantenha a subvenção.
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento
Impacto nos cofres públicos
Somadas, as medidas adicionais anunciadas recentemente pelo governo federal para tentar conter o encarecimento dos combustíveis representam um custo estimado de aproximadamente R$ 7 bilhões por mês para a União.
A subvenção atual é regulada por instrumentos legais distintos. A parcela de R$ 1,12 por litro foi estabelecida por medida provisória que perde validade neste final de semana, enquanto a MP mais recente concede flexibilidade para o Executivo ajustar os valores.
Garantia ao abastecimento
Além de segurar os preços para os motoristas e empresas de transporte, a manutenção do subsídio tem como finalidade estratégica reduzir o risco de eventuais problemas no abastecimento interno diante das oscilações do mercado externo.
Caso a continuação do benefício seja formalizada pelo Palácio do Planalto, a medida evitará uma queda abrupta no valor repassado e trará maior previsibilidade para o setor logístico nos próximos trinta dias.
Próximos passos oficiais
A formalização definitiva da prorrogação ainda depende do aval oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A equipe econômica planeja submeter formalmente a proposta nas próximas horas para garantir a continuidade da subvenção sem interrupções.
A expectativa no governo é de que o anúncio oficial seja publicado antes do vencimento do prazo da medida provisória anterior, assegurando a estabilidade temporária nas bombas e nos custos operacionais das transportadoras.


