Isabelle sonhava ser juíza e defender crianças e mulheres

Estudante de Direito de 22 anos foi encontrada morta em condomínio de Fortaleza; família relembra planos profissionais enquanto polícia apura o caso.

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Redação
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Isabelle Caracristi, de 22 anos, estudava Direito e alimentava desde cedo o desejo de trabalhar na área jurídica. Encontrada morta em 13 de setembro no pátio de um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, a jovem é lembrada pela família pelos planos profissionais, pelo interesse em defender direitos e por uma personalidade descrita como intensa, romântica e afetuosa.

A estudante cursava o segundo semestre de Direito e havia passado cerca de 20 dias em um escritório de advocacia da capital cearense. O vínculo terminou em agosto, quando ela pediu desligamento por motivos pessoais. O período no escritório também teria sido o momento em que conheceu João Munhoz Neto, com quem iniciou um relacionamento pouco depois.

Sonhos ligados ao Direito

O irmão de Isabelle, Rafael Magalhães, contou que a irmã demonstrava interesse pela carreira jurídica desde muito nova. Segundo ele, a estudante imaginava diferentes caminhos dentro do Direito e falava em usar a profissão para atuar em temas sociais que considerava importantes.

Ela queria ser advogada criminalista, uma juíza, queria defender os direitos de crianças e mulheres.

Rafael Magalhães, irmão de Isabelle

A família descreve a jovem como alguém cheia de planos. Filha da professora Isorlanda Caracristi, Isabelle cresceu em uma família que, segundo o irmão, valorizava estudo, trabalho e a busca por oportunidades. A escolha pelo curso de Direito fazia parte desse projeto pessoal.

Nas homenagens publicadas depois da morte, amigos e parentes também destacaram o lado afetivo de Isabelle. As mensagens a descrevem como uma pessoa intensa, romântica e extremamente amorosa, características que passaram a compor as lembranças compartilhadas sobre a estudante.

O perfil familiar ganhou maior visibilidade depois que a mãe começou a relatar publicamente a falta de respostas sobre as circunstâncias da morte. Desde então, o caso passou a mobilizar parentes, amigos e pessoas que acompanharam as manifestações realizadas em Fortaleza.

Família relata últimos contatos

Isorlanda afirmou que recebeu uma mensagem da filha no domingo em que Isabelle morreu. Mais tarde, tentou voltar a falar com ela, mas não teve resposta. Na manhã seguinte, continuou as tentativas de contato e decidiu procurar o namorado da estudante.

Segundo a mãe, as ligações não foram atendidas e, posteriormente, ela teria sido bloqueada. Diante da falta de notícias, Isorlanda foi pessoalmente ao condomínio onde Isabelle morava com o namorado e familiares dele.

No local, a professora foi informada de que a filha havia morrido na noite anterior e que o corpo já tinha sido encaminhado ao Instituto Médico Legal. A família afirma que não havia recebido antes uma comunicação direta sobre o que tinha ocorrido.

Polícia analisa câmeras

A Polícia Civil do Ceará abriu investigação para esclarecer as circunstâncias da morte. Até a atualização mais recente, quatro pessoas já haviam prestado depoimento e outras quatro oitivas estavam programadas. Imagens de câmeras de segurança do condomínio também fazem parte das diligências.

A Perícia Forense do Ceará identificou lesões compatíveis com impacto contra o solo. Exames laboratoriais não detectaram substâncias de interesse toxicológico, enquanto análises complementares continuavam em andamento.

Registros de câmeras divulgados durante a apuração mostram movimentações no condomínio ao longo das horas anteriores à morte. As imagens são consideradas peças da cronologia, mas a Polícia Civil ainda não anunciou uma conclusão pública definitiva sobre a dinâmica do caso.

João Munhoz Neto passou a ser procurado pela Polícia Civil após novas diligências. A condição de procurado, por si só, não estabelece responsabilidade criminal pela morte, e as autoridades seguem reunindo elementos para definir as circunstâncias do ocorrido.

Família cobra esclarecimentos

A mãe de Isabelle tornou o caso público ao publicar relatos sobre a morte da filha e questionar a ausência de informações imediatas. As manifestações ajudaram a ampliar a atenção em torno da investigação e levaram familiares e apoiadores a pedir esclarecimentos sobre os últimos momentos da estudante.

O irmão também afirmou que a família vive um período de luto intenso e tenta preservar o estado emocional da mãe. Em paralelo, parentes defendem que todas as etapas da apuração sejam concluídas e que as evidências técnicas sejam examinadas antes de qualquer conclusão.

A morte de Isabelle ocorreu uma semana antes de o caso ganhar repercussão mais ampla. Desde então, depoimentos, perícias e imagens de segurança passaram a formar o conjunto principal de elementos investigados pelas autoridades cearenses.

Enquanto os exames complementares não são concluídos, a família mantém a memória da jovem ligada aos projetos que ela havia traçado. Entre eles estava o desejo de construir uma carreira no Direito e atuar na proteção de pessoas em situações de vulnerabilidade.

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