Zema quer barrar minério bruto para fabricar super ímãs no país

Governador de Minas Gerais afirmou que o Brasil deve industrializar terras raras em vez de exportar apenas minério bruto e usou o tema para criticar barreiras comerciais.

Da
Redação
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O governador mineiro defendeu a industrialização de terras raras e a fabricação de super ímãs no país.Reprodução
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira (22) a conciliação entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental, argumentando que o país precisa ampliar o processamento interno de minerais estratégicos. Para o chefe do Executivo estadual, a prioridade nacional deve ser a agregação de valor à cadeia produtiva.

Durante as declarações, Zema pontuou que o Brasil deve evitar a exportação exclusiva de minério bruto e estimular etapas mais avançadas, que passem pela extração, beneficiamento e cheguem efetivamente à industrialização.

A gestão estadual aponta que o crescimento econômico e a conservação dos recursos naturais devem caminhar de forma integrada, associando parte dos danos ecológicos à falta de desenvolvimento estruturado.

Governo defende fabricação nacional de super ímãs

O governador destacou que a meta estratégica para o setor de terras raras deve ser a fabricação de componentes de alta tecnologia em território nacional. Os chamados super ímãs são essenciais para a fabricação de motores de veículos elétricos e turbinas eólicas.

Nós não vamos exportar o minério, nós vamos exportar o super ímã”

Romeu Zema, governador de Minas Gerais

Esses insumos avançados ganham cada vez mais relevância na transição energética global e na reconfiguração das cadeias de suprimentos de potências industriais, exigindo maior atenção do poder público.

A proposta busca consolidar uma cadeia produtiva completa dentro do território nacional para evitar a dependência externa de produtos acabados.

Proposta prevê barganha comercial com exterior

Na avaliação de Zema, os produtos industrializados derivados de terras raras podem funcionar como instrumentos de pressão diplomática e comercial para combater medidas protecionistas impostas ao agronegócio brasileiro.

O governador criticou as exigências e barreiras aplicadas por blocos internacionais, como a União Europeia, à compra de proteína animal e produtos agrícolas do Brasil.

A União Europeia coloca uma série de obstáculos para comprar proteína e produtos agrícolas do Brasil. Vamos falar para acabarem com os obstáculos porque senão nós não vamos oferecer super ímãs. Temos a faca e o queijo na mão”

Romeu Zema, governador de Minas Gerais

A estratégia colocaria os minerais críticos como moeda de troca nas negociações internacionais conduzidas pelo governo federal.

Minas Gerais cita rigor contra poluição ambiental

Ao abordar a pauta ambiental, o governador também mencionou o histórico de fiscalização no estado após os rompimentos de barragens ocorridos em Mariana, em 2015, e em Brumadinho, em 2019.

Segundo Zema, a administração mineira aplicou penalidades rigorosas contra companhias responsáveis por episódios de poluição, reforçando que o cumprimento das normas ambientais é obrigatório no território estadual.

O chefe do Executivo estadual pontuou que a rigidez nas punições serve de exemplo para a aplicação de diretrizes sustentáveis em âmbito nacional.

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