Uma criança de dois anos e o pai dela, um cabo da Polícia Militar de São Paulo de 39 anos, foram encontrados mortos a tiros na noite de segunda-feira (5) em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais. O caso ocorreu dentro de uma residência localizada no bairro Jardim Esperança e mobilizou as forças de segurança da região. Os corpos apresentavam ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e o local foi imediatamente isolado para o trabalho técnico da perícia oficial.
De acordo com as informações levantadas pelas autoridades, o homem havia buscado o menino durante a tarde para passar algumas horas com ele. A combinação previa que a criança fosse devolvida à mãe no início da noite, o que acabou não acontecendo dentro do horário estipulado. Diante do descumprimento do combinado, a mulher tentou contato telefônico repetidas vezes, mas o ex-companheiro parou de atender às ligações feitas pelo celular.
Mãe encontra corpos em residência
Preocupada com a falta de retorno, a mãe decidiu ir até o imóvel do ex-companheiro acompanhada de um familiar para verificar o que havia acontecido. Ao chegarem ao local, os dois encontraram a criança e o policial já sem vida no interior da residência. A Polícia Militar foi acionada imediatamente, enviando viaturas para o endereço para garantir a segurança da área e preservar todos os vestígios da cena do crime.
Os policiais militares isolaram o perímetro e acionaram a equipe de perícia da Polícia Civil para realizar os levantamentos iniciais. No interior do imóvel, os agentes localizaram e apreenderam armas de fogo, munição e outros materiais que serão submetidos a exames laboratoriais. Uma pistola foi encontrada próxima ao corpo do homem e recolhida para análise balística detalhada.
Os corpos foram removidos do local e encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) da região, onde passarão por exames de necropsia para determinar a dinâmica exata dos disparos. A Polícia Civil assumiu a condução das investigações e informou que ainda trabalha para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram a ocorrência trágica registrada no sul mineiro.
Corporação apura histórico recente
A Polícia Militar de São Paulo confirmou que o homem atuava como cabo na corporação paulista e residia atualmente no município mineiro. Em nota oficial divulgada após o caso, a instituição esclareceu que não foram localizados, nos sistemas internos consultados até o momento, registros anteriores de ocorrências de violência doméstica envolvendo o casal.
A ausência de boletins de ocorrência prévios é um dos elementos que entram na avaliação preliminar conduzida pelos investigadores. A apuração busca ouvir familiares, amigos e pessoas próximas para traçar o panorama dos últimos dias e entender se havia algum tipo de desentendimento recente entre os pais da criança.
O inquérito policial segue em andamento na delegacia de Poços de Caldas, com diligências programadas para os próximos dias. Os laudos periciais definitivos emitidos pelo Instituto Médico-Legal e pelo Instituto de Criminalística serão fundamentais para concluir o caso e definir as responsabilidades técnicas sobre os disparos.
Perícia recolhe armas e munições
O trabalho dos peritos criminais no interior da residência incluiu a coleta de impressões digitais, verificação de trajetórias de tiros e o recolhimento de todo o material balístico encontrado no imóvel. A pistola apreendida ao lado do pai passará por testes de funcionamento e confronto balístico para confirmar se foi a arma utilizada no episódio.
Os peritos também analisaram o posicionamento dos móveis e vestígios visíveis na sala e nos demais cômodos da casa do bairro Jardim Esperança. Todo o material recolhido foi catalogado e enviado aos laboratórios técnicos da Polícia Civil em Minas Gerais para subsidiar o relatório final da investigação.
A investigação policial mantém sigilo sobre detalhes específicos da dinâmica interna para preservar os trabalhos periciais em curso. Novas oitivas de testemunhas e familiares deverão ocorrer ao longo da semana para fechar as lacunas cronológicas do caso registrado na noite de segunda-feira.
Investigação segue sem prazo
A Polícia Civil reforçou que o inquérito policial permanece aberto e sem prazo imediato de conclusão, dependendo da chegada dos laudos técnicos complementares. A prioridade da equipe de investigação é consolidar a materialidade dos fatos por meio de evidências científicas e depoimentos formalizados.
O suporte psicológico e o atendimento aos familiares das vítimas vêm sendo acompanhados pelas redes de apoio locais em Poços de Caldas. A repercussão do caso mobilizou a comunidade da região sul-mineira, que aguarda o desdobramento das diligências conduzidas pela polícia judiciária estadual.
Novas informações oficiais sobre o andamento das investigações deverão ser divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais assim que os laudos periciais forem finalizados e anexados ao procedimento investigatório principal.


