A OpenAI anunciou nesta terça-feira (22) os modelos GPT-6 Sol e GPT-6 Luna, ampliando a família lançada no início de setembro com o GPT-6 Astra. As novas versões foram apresentadas como opções mais acessíveis para trabalho profissional, programação, agentes e tarefas de alto volume, com preços de API menores do que os cobrados pelos equivalentes da geração GPT-5.6.
Segundo a empresa, o GPT-6 Sol foi desenvolvido para equilibrar capacidade e custo em trabalhos complexos, enquanto o GPT-6 Luna ocupa a faixa mais leve e barata da família. Os dois incorporam avanços em factualidade, código, uso de computador e alinhamento.
Preços caem pela metade
Na API, o GPT-6 Sol passa a custar US$ 2 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 10 por 1 milhão de tokens de saída. A comparação apresentada pela OpenAI usa o preço promocional do GPT-5.6 Sol, de US$ 4 na entrada e US$ 20 na saída.
O GPT-6 Luna foi anunciado a US$ 0,10 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 0,50 na saída. Na geração anterior, o GPT-5.6 Luna custava US$ 0,20 na entrada e US$ 1,20 na saída.
A OpenAI atribui a redução a melhorias de infraestrutura, inferência e cache. A proposta é diminuir o custo por uso e ampliar a quantidade de iterações e fluxos de agentes que desenvolvedores podem executar.
O GPT-6 Astra continua posicionado como o modelo de maior capacidade. A recomendação oficial é reservar o Astra para tarefas em que a qualidade máxima é prioritária, usando Sol e Luna quando custo, velocidade e volume tiverem peso maior.
Sol mira trabalho complexo
A empresa apresenta o GPT-6 Sol como o modelo intermediário da nova geração, voltado a programação, automação e tarefas profissionais que exigem validação em várias etapas. Em avaliações divulgadas pela OpenAI, o Sol avançou em fluxos de trabalho com ferramentas e engenharia de software em relação ao GPT-5.6 Sol.
No teste interno de factualidade baseado em conversas nas quais usuários haviam sinalizado erros, a OpenAI afirma que o GPT-6 Sol cometeu cerca de metade dos erros do antecessor. A companhia ressalta que esse conjunto é construído especificamente a partir de conversas problemáticas e não representa todo o uso cotidiano.
Em código, a empresa destaca resultados em avaliações como FrontierCode e DeepSWE. A proposta é oferecer desempenho forte com custo por execução menor, especialmente quando agentes precisam trabalhar por períodos mais longos.
Luna prioriza volume e custo
O GPT-6 Luna é a opção de menor preço da família e foi direcionado a tarefas menores, rápidas e de alto volume. A OpenAI afirma que o modelo também melhorou em factualidade e programação e pode alcançar resultados comparáveis aos de modelos maiores da geração anterior em alguns testes.
A redução de custo é relevante para aplicações que repetem muitas chamadas, como classificação, apoio a agentes, processamento de documentos e etapas auxiliares de sistemas maiores. O gasto final, porém, depende também da quantidade de tokens usada e do nível de esforço configurado.
A OpenAI também anunciou melhorias no cache de prompts da família GPT-6. Leituras de tokens armazenados em cache recebem desconto de 90%, e os mecanismos foram projetados para aumentar a reutilização de contexto em conversas longas e agentes.
Modelos chegam ao Work e Codex
GPT-6 Sol e GPT-6 Luna começaram a ser liberados nesta terça-feira no ChatGPT Work e no Codex para usuários Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. A distribuição ocorre gradualmente e pode depender das configurações de cada espaço de trabalho.
Usuários dos planos Free e Go recebem acesso ao GPT-6 Luna no aplicativo de desktop. A OpenAI informou que Sol e Luna ainda não estão disponíveis no Chat tradicional. Na API, os identificadores são gpt-6-sol e gpt-6-luna.
O GitHub também confirmou a chegada dos dois modelos ao Copilot. Sol foi liberado para planos Pro+, Max, Business e Enterprise, enquanto Luna aparece nos planos Pro, Pro+, Max, Business e Enterprise, com distribuição gradual nos ambientes compatíveis.


