Na ONU, Kast diz que Chile “está de volta” e defende controle

Presidente chileno discursou na Assembleia Geral e destacou queda nos índices de homicídios e imigração irregular nos primeiros meses de governo

Da
Redação
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O presidente do Chile, José Antonio Kast, discursa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
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O presidente do Chile, José Antonio Kast, utilizou seu pronunciamento oficial na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para declarar que o país retomou protagonismo internacional. Durante sua fala nesta terça-feira (22), o mandatário chileno criticou duramente as diretrizes de segurança e imigração adotadas por administrações passadas e afirmou que, sob sua gestão, o país recuperou o rumo.

O governante destacou que, nos primeiros seis meses de seu mandato, as fronteiras nacionais tornaram-se mais rigorosas. Segundo os dados apresentados na tribuna internacional, a imigração irregular registrou uma queda de 86% no período, enquanto as expulsões de indivíduos sem documentação regular subiram 50%.

Plano de fronteira

As ações de controle migratório do líder chileno são centralizadas no plano batizado de “Escudo de Fronteira”, lançado no início de sua gestão, em março. A estratégia aposta no fortalecimento do policiamento nas divisas territoriais e no incremento das deportações de estrangeiros em situação ilegal.

Durante o pronunciamento, o chefe de Estado reforçou a diretriz de seu governo sobre a entrada de estrangeiros no território nacional. A gestão argumenta que o rigor administrativo é indispensável para a manutenção da ordem pública e para o combate a redes de criminalidade transnacional.

Entra-se no Chile — e reitero isso — pela porta da frente, não pela janela, com a documentação em dia”

José Antonio Kast

Queda de homicídios

No setor de segurança pública, o presidente informou que a taxa de homicídios no Chile apresentou uma retração de 11,5% ao longo do primeiro semestre de administração. O mandatário pontuou que o enfrentamento ao crime organizado ocorre de forma integrada com outras nações da América Latina.

O país sul-americano integra uma aliança regional de segurança conhecida como “Escudo das Américas”, iniciativa voltada para a cooperação policial e o compartilhamento de inteligência entre governos do continente para neutralizar cartéis e organizações criminosas.

Diretrizes regionais

A articulação com parceiros internacionais reflete a prioridade dada pelo Palácio de La Moneda à segurança nas fronteiras e ao monitoramento de atividades ilícitas. A administração chilena busca consolidar parcerias estratégicas para conter o fluxo de migrantes ilegais e reprimir o narcotráfico.

As autoridades locais avaliam que a cooperação multilateral é o caminho mais eficaz para lidar com os desafios comuns enfrentados pelos países da região, especialmente no que tange à circulação de armas e drogas pelas fronteiras terrestres e aéreas.

Repercussão internacional

A participação de José Antonio Kast na Assembleia Geral da ONU marcou sua estreia nos debates de alto nível da organização desde que assumiu a presidência chilena. O discurso atraiu a atenção de observadores internacionais devido ao tom assertivo adotado em relação às políticas migratórias.

Analistas políticos apontam que a guinada na postura externa do Chile sinaliza uma mudança profunda nos eixos diplomáticos do país, aproximando sua agenda de segurança de padrões adotados por conservadores na América e em outras regiões do globo.

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