Zelensky anuncia reunião com Trump em Nova York durante semana da ONU

Presidente ucraniano diz que encontro ocorre após telefonema e cita novo impulso diplomático nas negociações sobre a guerra

Da
Redação
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Presidente ucraniano diz que encontro ocorre após telefonema e cita novo impulso diplomático nas negociações sobre a guerra
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou neste domingo (20) que combinou uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York, durante a semana da Assembleia Geral das Nações Unidas. O anúncio foi feito depois de uma conversa telefônica entre os dois líderes e confirmado pelo gabinete presidencial ucraniano.

Zelensky não informou a data exata do encontro. A reunião ocorrerá em um momento de intensificação dos esforços diplomáticos em torno da guerra na Ucrânia e poucos dias depois de enviados americanos terem visitado Kiev e Moscou para discutir possíveis caminhos de negociação.

Encontro será em Nova York

Zelensky e Trump discutiram por telefone temas ligados à guerra, segurança e possíveis medidas de desescalada. Ao final da conversa, os dois concordaram em se reunir pessoalmente em Nova York.

“Combinamos de nos reunir em Nova York, e esse encontro pode mudar muitas coisas”.

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

A cidade recebe nesta semana a Assembleia Geral da ONU, que concentra encontros bilaterais e reuniões de alto nível entre chefes de Estado e de governo. Trump também deverá participar da programação em Nova York.

Até o anúncio de Zelensky, a Casa Branca ainda não havia divulgado um comunicado específico com data, horário ou agenda detalhada para o encontro bilateral.

Segurança entra na pauta

Zelensky afirmou que a conversa abordou ideias relacionadas à desescalada e a questões consideradas fundamentais por Kiev, incluindo segurança energética, segurança alimentar e proteção da população civil.

O presidente ucraniano também mencionou o trabalho conjunto entre equipes dos dois países. Segundo ele, representantes de Washington e Kiev seguem discutindo medidas que possam criar condições para novas negociações e reduzir a intensidade do conflito.

O governo ucraniano busca garantias de segurança que impeçam novas ofensivas russas caso seja firmado algum acordo. Moscou, por sua vez, mantém exigências territoriais e políticas que Kiev rejeita em diferentes pontos das negociações.

Enviados dos EUA visitaram Kiev

Zelensky agradeceu a Trump pelo envio dos representantes Steve Witkoff e Jared Kushner à Ucrânia. Os dois participaram de contatos diplomáticos recentes relacionados à guerra e também mantiveram interlocução com autoridades russas.

“A via da paz é nossa prioridade número um”.

Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia

O presidente ucraniano disse que os enviados puderam observar diretamente a situação no país e discutir detalhes com autoridades locais. Ele apresentou essas conversas como parte de um esforço mais amplo para criar novo impulso diplomático.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia classificado como substantivas as conversas mantidas por representantes dos Estados Unidos em Kiev e Moscou no início de setembro, expressando expectativa de que os contatos ajudassem a abrir espaço para novas negociações.

Guerra continua durante negociações

O anúncio do encontro ocorre enquanto os combates e ataques de longa distância continuam. Neste domingo, a Rússia realizou sua eleição parlamentar em meio a ataques ucranianos com drones, enquanto forças russas mantiveram operações militares contra território ucraniano.

Trump tem buscado ampliar sua participação diplomática no conflito desde o retorno à Casa Branca. O governo americano mantém contatos com Kiev e Moscou e pressiona por negociações que reduzam a escalada, mas as partes ainda divergem sobre questões territoriais, garantias de segurança e condições para um eventual acordo.

A próxima reunião entre Zelensky e Trump será mais um encontro bilateral entre os dois desde 2025. O conteúdo final das conversas e qualquer eventual compromisso dependerão do encontro em Nova York e dos comunicados oficiais divulgados depois dele.

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