Quem é Chicão, presidente da Alepa e aposta ao Senado em 2026

Atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará, o candidato do União Brasil tem trajetória ligada ao estado e disputa vaga legislativa federal.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
5 min leitura
O deputado estadual e presidente da Alepa, Chicão, disputa uma vaga no Senado Federal pelo Pará.Reprodução/Instagram
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A disputa pelas cadeiras do Senado Federal no Pará nas eleições de 2026 conta com a participação de Francisco das Chagas Silva Melo Filho, amplamente conhecido no cenário político paraense como Chicão. Aos 65 anos, o atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) teve sua candidatura oficializada pelo União Brasil durante a convenção estadual da legenda realizada em Belém.

Natural de Cruzeiro do Sul, no Acre, onde nasceu em abril de 1961, Chicão mudou-se para terras paraenses ainda na juventude, período em que iniciou a construção de sua trajetória pessoal e profissional. Formado em direito e atuando como servidor público, ele consolidou sua presença na política local ao exercer cinco mandatos consecutivos como deputado estadual no parlamento paraense.

Trajetória política e alianças

Durante a convenção que homologou seu nome para a disputa federal, o partido formalizou importantes composições políticas para o pleito no estado. A chapa encabeçada por Chicão integra a coligação denominada ‘O Pará Tá Junto’, que reúne diversas legendas, incluindo PSD, União Brasil, Progressistas, PSB, Republicanos, MDB, Avante e federações partidárias locais.

Além da própria candidatura ao Senado, a coalizão firmou apoio político estratégico a nomes de destaque na administração estadual. Entre as diretrizes da aliança estão o respaldo à candidatura de Hana Ghassan à reeleição ao governo estadual e o apoio ao ex-governador Helder Barbalho para uma das vagas na disputa legislativa federal.

O candidato do União Brasil costuma enfatizar publicamente sua proximidade histórica com Helder Barbalho, a quem define frequentemente como um parceiro político de longa data. Essa articulação busca consolidar uma base unificada de sustentação eleitoral no estado ao longo da campanha oficial.

Composição da chapa oficial

Para a disputa das vagas ao Senado, a legislação eleitoral exige a indicação de suplentes, nomes que compõem a chapa oficial e assumem o mandato em eventuais ausências do titular. Na composição de Chicão, os nomes escolhidos representam forças políticas aliadas dentro da coligação majoritária firmada para o pleito.

O primeiro suplente registrado na chapa é Joel Lobato, filiado ao MDB. Já a segunda suplência é ocupada pelo Pastor Ibanês, integrante do próprio União Brasil, reforçando a coalizão partidária construída para a campanha eleitoral no Pará.

Os registros oficiais encaminhados à Justiça Eleitoral também detalham a situação patrimonial do candidato para o pleito. Em sua declaração de bens oficial, Chicão informou um patrimônio total de R$ 6,4 milhões.

Defesa de propostas ambientais

Durante os eventos de lançamento de sua candidatura, Chicão pontuou os eixos centrais que pretende defender caso seja eleito para o Congresso Nacional. Entre os temas prioritários abordados em seu discurso estão a sustentabilidade, o desenvolvimento econômico regional e os investimentos em infraestrutura.

O candidato argumenta que o estado tem apresentado avanços expressivos na redução dos índices de desmatamento ao longo dos últimos anos. Para ele, a conservação ambiental deve caminhar lado a lado com o fortalecimento da produção agropecuária local, garantindo segurança jurídica para os produtores da região.

O Pará não deve ser tratado como vilão da agenda ambiental, declarou o político ao defender um modelo que una preservação da floresta e estímulo ao setor produtivo, alinhando-se a debates recorrentes no cenário nacional.

Intensificação da campanha eleitoral

Com a oficialização das candidaturas e das coligações partidárias, a campanha entra em uma nova fase de mobilização dos eleitores em todas as regiões do estado. Os candidatos intensificam a apresentação de propostas voltadas para o desenvolvimento regional e a atração de investimentos federais.

As agendas públicas passam a contemplar visitas a municípios do interior paraense, reuniões com lideranças locais e debates sobre os rumos econômicos e sociais do estado. A articulação entre os partidos aliados busca consolidar a transferência de votos dentro da ampla coligação formada para a disputa eleitoral.

A movimentação dos candidatos ao Senado e ao governo estadual continuará sob acompanhamento da Justiça Eleitoral e dos eleitores até a data de realização do pleito, momento em que serão definidas as vagas em disputa.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *