Seis cores de cabelo prometem dominar a primavera de 2026

Tons de mel, castanhos intensos e acobreados ganham versões mais personalizadas e luminosas para a nova estação

Da
Redação
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Veja as tendências de colorações para os cabelos na primaveraInstagram/Tate McRae/Ernesto Casillas/Beyoncé
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A primavera de 2026 deve reforçar uma tendência já percebida nos salões: menos transformações radicais e mais trabalhos de cor pensados para criar profundidade, luminosidade e acabamento natural. Entre castanhos intensos, dourados, caramelos e acobreados, seis propostas aparecem como apostas para a estação, que começa em 22 de setembro.

O cabeleireiro Du Nunes aponta que a escolha da tonalidade tende a levar em conta a base natural, a textura, o histórico químico e a personalidade de cada pessoa. A ideia não é simplesmente copiar uma referência, mas adaptar temperatura e reflexos para que a coloração converse com as características de cada cabelo.

Os tons quentes estão de volta com uma leitura mais sofisticada.

Du Nunes

As principais apostas da primavera passam por mel, caramelo, castanhos profundos, cobres e iluminações douradas integradas à base. O conjunto mistura referências dos anos 2000 com técnicas mais atuais, que buscam personalização e manutenção compatível com a rotina.

Y2K Honey resgata os anos 2000

O Y2K Honey revisita a estética dos anos 2000 com uma mistura de fundo quente, dourado, mel e caramelo. O efeito é luminoso e multidimensional, com acabamento que remete ao glamour daquela época sem repetir exatamente as mesmas fórmulas de coloração.

A cantora Tate McRae aparece entre as referências dessa proposta. Segundo Du Nunes, o estilo é bastante adaptável porque pode ser desenvolvido a partir do nível natural da fibra capilar e ganhar diferentes graus de abertura conforme a necessidade.

Em cabelos de base mais clara, a mudança pode ser construída de maneira menos radical. Quando é necessário clarear mais, o profissional pode recorrer ao descolorante, sempre considerando o estado do fio e o resultado desejado.

O ponto central está no equilíbrio entre calor e luminosidade. Em vez de uma única cor chapada, a tendência procura criar variações que deem profundidade e movimento ao cabelo.

Expresso reforça castanhos escuros brilhantes

O Expresso aposta na força dos castanhos escuros, inspirados na aparência densa e brilhante do café. A proposta é indicada para quem deseja uma mudança perceptível sem recorrer a contrastes muito evidentes ou a áreas de iluminação marcadas.

Zendaya aparece entre as celebridades associadas ao visual. Apesar de parecer uma coloração simples à primeira vista, Du Nunes alerta que o desenvolvimento incorreto do tom pode deixar o resultado sem profundidade e com aparência chapada.

O objetivo, segundo o profissional, é manter intensidade, luminosidade e acabamento espelhado. Esse cuidado se torna especialmente relevante porque tonalidades muito escuras tendem a absorver mais luz.

A construção da cor, portanto, depende de um equilíbrio entre profundidade e brilho. O resultado esperado não é um efeito dramático, mas um castanho sofisticado e visualmente uniforme.

Ruivo acobreado exige manutenção frequente

O ruivo acobreado luminoso segue entre as apostas para quem prefere uma mudança mais quente e evidente. O estilo combina reflexos de cobre, vermelho e dourado para criar um resultado vibrante e com sensação de movimento.

Kendall Jenner, Gigi Hadid e Megan Fox já apareceram com diferentes interpretações do tom, enquanto Duda Reis adotou recentemente uma versão da cor. As variações mostram que o acobreado não precisa seguir uma fórmula única.

A manutenção, porém, exige atenção maior. Du Nunes explica que o pigmento acobreado tende a desbotar com mais facilidade, o que pode exigir retoques periódicos para preservar intensidade e uniformidade.

O ruivo acobreado possui um pigmento que desbota com mais facilidade.

Du Nunes

O profissional cita intervalos de 30 a 45 dias entre retoques, dependendo das características do fio. Por isso, a escolha desse visual também envolve disposição para manter os cuidados ao longo do tempo.

Burnt Copper mistura castanho e ruivo

O Burnt Copper aparece como alternativa para quem quer se aproximar dos acobreados sem assumir um ruivo completo. A proposta ocupa uma faixa intermediária entre o castanho e o cobre, o que amplia as possibilidades de adaptação.

Segundo Du Nunes, o visual pode explorar versões mais avermelhadas, douradas ou caramelizadas. O resultado depende da combinação de pigmentos e da intensidade escolhida para cada cabelo.

Essa flexibilidade é uma das principais características da tendência. Em vez de exigir uma única tonalidade, o Burnt Copper permite ajustes que aproximam ou afastam o resultado final do ruivo.

Na prática, isso abre espaço para uma mudança mais gradual. A cor pode ganhar profundidade em bases castanhas e mais luminosidade quando recebe reflexos dourados ou caramelizados.

Honey Blonde aposta em luz discreta

O Honey Blonde, ou loiro mel, transita entre o castanho e o loiro e procura criar a sensação de fios naturalmente clareados pelo sol. Beyoncé e Jennifer Lopez estão entre as referências citadas para essa estética.

Uma das diferenças em relação ao Y2K Honey está na raiz. No Honey Blonde, ela permanece mais escura, enquanto as áreas iluminadas aparecem de forma menos marcada ao longo do comprimento.

O efeito é mais discreto e busca movimento sem contraste excessivo. Essa combinação permite trabalhar profundidade na base e luminosidade em pontos estratégicos dos fios.

Por não exigir uma aparência totalmente loira, a proposta pode funcionar como caminho intermediário para quem quer clarear o cabelo sem abandonar completamente uma base mais escura.

Golden Threads integra mechas à base

Para quem prefere mudanças graduais, o Golden Threads aposta em mechas menos marcadas e mais integradas à cor de base. As luzes acompanham o caimento do cabelo e foram apontadas como uma opção que pode exigir menos retoques.

A técnica valoriza a distribuição dos pontos luminosos em vez de criar faixas muito contrastantes. Com isso, a transição entre a base natural e as áreas clareadas tende a ficar mais suave.

Du Nunes reforça que a escolha da cor deve considerar também textura, tom e subtom da pele. Em cabelos cacheados, por exemplo, ele cita o castanho-cacau com iluminações douradas como combinação capaz de destacar a curvatura.

Para subtons neutros, o profissional menciona a possibilidade de trabalhar com castanhos mais frios. A orientação reforça a ideia que atravessa as seis tendências: a cor da estação funciona melhor quando é adaptada ao cabelo e à pessoa, em vez de reproduzida de forma padronizada.

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