Brasil amplia presença entre hospitais especializados de destaque e chega a 33 instituições reconhecidas

Levantamento Newsweek/Statista para 2027 cobre 13 especialidades, inclui nefrologia pela primeira vez e coloca o Einstein entre os principais destaques brasileiros

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
10 min leitura
Fachada do Hospital Israelita Albert EinsteinEttore Chiereguini/Folhapress
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

O Brasil chegou a 33 hospitais reconhecidos na edição 2027 do World’s Best Specialized Hospitals, levantamento internacional produzido pela Newsweek em parceria com a Statista e divulgado nesta quinta-feira (17). O número supera as 22 instituições brasileiras citadas na edição anterior e amplia a presença do país em um ranking que avalia departamentos hospitalares por especialidade, e não hospitais em uma lista geral única.

A nova edição cobre 13 áreas médicas. A nefrologia entrou pela primeira vez no projeto, ao lado de cardiologia, cirurgia cardíaca, endocrinologia, gastroenterologia, neurologia, neurocirurgia, oncologia, ortopedia, pediatria, pneumologia, urologia e obstetrícia e ginecologia. Segundo a CNN Brasil, instituições brasileiras aparecem em todas as 13 especialidades.

O Einstein Hospital Israelita é o principal destaque brasileiro em abrangência: aparece em dez das 13 áreas analisadas. A instituição alcançou o 12º lugar mundial em cardiologia e o 24º em neurologia. Também foi o único hospital brasileiro citado entre os dez primeiros de alguma especialidade, com posição de destaque em gastroenterologia.

Brasil amplia presença global

O salto de 22 para 33 instituições representa aumento de 50% no número de hospitais brasileiros reconhecidos em pelo menos uma especialidade. Essa comparação, porém, deve ser lida com cautela porque a edição 2027 também ampliou o escopo metodológico ao incluir nefrologia entre as áreas avaliadas.

Além do crescimento no número de instituições, o país aparece em todas as especialidades analisadas. Isso significa que a presença brasileira não está concentrada apenas em cardiologia ou oncologia, áreas que tradicionalmente reúnem maior número de instituições.

O ranking especializado não deve ser confundido com o World’s Best Hospitals, lista geral divulgada em fevereiro. Na classificação geral de 2026, apenas sete hospitais brasileiros estavam entre os 250 melhores do mundo. O levantamento divulgado agora é outro produto, segmentado por áreas médicas.

A principal mudança desta edição é a combinação de maior presença brasileira com um ranking mais amplo, agora dividido em 13 especialidades.

Brasil amplia presença global
Indicador Edição anterior Edição 2027
Hospitais brasileiros reconhecidos 22 33
Especialidades avaliadas 12 13
Nova área em 2027 Não se aplica Nefrologia
Presença brasileira nas áreas Ampla 13 de 13

Fonte: Newsweek e Statista.

Einstein aparece em dez áreas

O Einstein Hospital Israelita marcou presença em dez especialidades, número superior ao de qualquer outro hospital brasileiro citado na reportagem da CNN Brasil. Em cardiologia, avançou quatro posições e chegou ao 12º lugar mundial. Em neurologia, subiu 12 colocações e alcançou a 24ª posição.

A instituição também aparece como referência latino-americana em neurocirurgia, ortopedia, ginecologia e obstetrícia, pneumologia e endocrinologia, segundo a análise divulgada nesta quinta-feira.

Em gastroenterologia, o hospital foi o único representante brasileiro mencionado entre os dez primeiros colocados da especialidade. O dado reforça a importância de separar resultados por área: um hospital pode ter desempenho muito diferente entre cardiologia, oncologia ou gastroenterologia.

Einstein aparece em dez áreas
Destaque do Einstein Resultado em 2027
Especialidades com presença 10 de 13
Cardiologia 12º lugar mundial
Neurologia 24º lugar mundial
Gastroenterologia Único brasileiro citado no top 10 da área
Liderança latino-americana citada Neurocirurgia, ortopedia, ginecologia e obstetrícia, pneumologia e endocrinologia

Fonte: Newsweek e Statista.

Rede D’Or soma seis unidades

A Rede D’Or também teve presença expressiva, com seis hospitais citados no ranking. Quatro deles aparecem em oncologia: Quinta D’Or, Clínica São Vicente, Copa D’Or e Barra D’Or, todos no Rio de Janeiro.

Na cardiologia, aparecem Copa Star, no Rio, e Hospital São Luiz Itaim, em São Paulo. Algumas unidades foram reconhecidas em mais de uma especialidade, o que mostra que a soma de citações por área é maior do que o número de hospitais únicos.

O Copa D’Or também foi citado em gastroenterologia, o Barra D’Or em pneumologia e o São Luiz Itaim em obstetrícia e ginecologia.

Rede D’Or soma seis unidades
Unidade da Rede D’Or Cidade Especialidades citadas
Hospital Quinta D’Or Rio de Janeiro Oncologia
Clínica São Vicente Rio de Janeiro Oncologia
Hospital Copa D’Or Rio de Janeiro Oncologia e gastroenterologia
Hospital Barra D’Or Rio de Janeiro Oncologia e pneumologia
Hospital Copa Star Rio de Janeiro Cardiologia
Hospital São Luiz Itaim São Paulo Cardiologia e obstetrícia e ginecologia

Fonte: Newsweek e Statista.

Lista se espalha pelo país

A concentração continua forte em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas o levantamento inclui hospitais de outras regiões. No Sul, aparecem Hospital Mãe de Deus e Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, além do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba.

Em Minas Gerais, o Mater Dei Hospital Santo Agostinho, em Belo Horizonte, é citado como o representante do estado entre os destaques divulgados. A visualização publicada pela CNN também exibe instituições como A.C. Camargo Cancer Center, Beneficência Portuguesa de São Paulo, GRAACC, HCor, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Américas.

A relação total reúne 33 instituições, algumas presentes em mais de uma especialidade. Por isso, a contagem não corresponde ao número total de entradas individuais nas listas por área.

Lista se espalha pelo país
Instituições confirmadas entre os destaques brasileiros Cidade
A.C. Camargo Cancer Center São Paulo
BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo São Paulo
Clínica São Vicente Rio de Janeiro
Einstein Hospital Israelita São Paulo
GRAACC – Instituto de Oncologia Pediátrica São Paulo
HCor – Hospital do Coração São Paulo
Hospital Alemão Oswaldo Cruz São Paulo
Hospital Américas Rio de Janeiro
Hospital Barra D’Or Rio de Janeiro
Hospital Copa D’Or Rio de Janeiro
Hospital Mãe de Deus Porto Alegre
Hospital Moinhos de Vento Porto Alegre
Hospital Pequeno Príncipe Curitiba
Mater Dei Hospital Santo Agostinho Belo Horizonte

Fonte: Newsweek e Statista.

Ranking varia por especialidade

O tamanho das listas muda conforme a área médica. Cardiologia e oncologia têm 300 hospitais classificados. Pediatria reúne 250. Gastroenterologia tem 175. Cirurgia cardíaca, endocrinologia, neurologia, ortopedia e pneumologia reúnem 150 instituições cada.

Neurocirurgia, urologia e obstetrícia e ginecologia têm 125 hospitais classificados. A nova lista de nefrologia começa com 100 instituições.

Essa diferença é importante porque uma posição como 40º lugar em uma especialidade de 300 hospitais não é diretamente comparável ao 40º lugar em uma lista de 100. O ranking foi desenhado para comparação dentro de cada área, não entre especialidades distintas.

Ranking varia por especialidade
Especialidade Hospitais classificados
Cardiologia 300
Oncologia 300
Pediatria 250
Gastroenterologia 175
Cirurgia cardíaca 150
Endocrinologia 150
Neurologia 150
Ortopedia 150
Pneumologia 150
Neurocirurgia 125
Urologia 125
Obstetrícia e ginecologia 125
Nefrologia 100

Fonte: Newsweek e Statista.

Metodologia combina três pilares

A edição 2027 foi construída com base em pesquisa internacional realizada entre maio e junho de 2026. Profissionais de saúde foram convidados a recomendar hospitais dentro de suas áreas de atuação, sem possibilidade de recomendar a própria instituição em que trabalham.

Segundo a metodologia divulgada pela Newsweek, o componente de reputação representa 83,5% do modelo de pontuação. Acreditações e certificações respondem por 10%, enquanto a implementação de PROMs, medidas de resultados relatados pelos próprios pacientes, corresponde a 6,5%.

Os PROMs medem como hospitais coletam e utilizam informações fornecidas pelos pacientes sobre sintomas, função, bem-estar e resultados percebidos após intervenções médicas. O objetivo é incluir uma dimensão de experiência e resultado percebido no modelo.

Metodologia combina três pilares
Pilar metodológico Peso
Reputação entre profissionais de saúde 83,5%
Acreditações e certificações 10%
Implementação de PROMs 6,5%

Fonte: Newsweek e Statista.

O próprio desenho metodológico impõe limites à interpretação. A presença de um hospital na lista indica reconhecimento dentro das regras do estudo e dos dados disponíveis naquele ciclo, mas não significa que instituições ausentes ofereçam atendimento inferior. A Statista também ressalta que rankings desse tipo não devem ser usados isoladamente para decisões médicas individuais.

Para o Brasil, a edição 2027 mostra uma expansão clara de presença internacional: mais instituições, mais áreas cobertas e alguns hospitais com posições de destaque em especialidades específicas. A leitura correta, porém, é por área médica e dentro dos critérios do levantamento, não como uma classificação absoluta da qualidade hospitalar do país.

WhatsAppFacebook
Share This Article
2 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *