Polícia Federal apreende R$ 2,5 milhões em espécie para compra de votos em Belém

Ação conjunta com a Controladoria-Geral da União resultou na prisão em flagrante de duas pessoas após retirada de valores em agência bancária

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
4 min leitura
Ação da Polícia Federal resultou na apreensão de R$ 2,5 milhões e na prisão em flagrante de dois suspeitos em Belém.Divulgação/PF
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas na cidade de Belém após a retirada de uma grande quantia em dinheiro de uma agência bancária local. A operação policial ocorreu nesta quarta-feira e contou com o suporte técnico de órgãos de controle para rastrear a movimentação financeira suspeita.

Os montantes localizados totalizaram R$ 2,5 milhões em espécie, valor que, segundo as apurações iniciais, seria utilizado em esquemas de financiamento irregular de campanha e corrupção eleitoral na região. A mobilização mobilizou equipes especializadas no combate a crimes financeiros e eleitorais.

As investigações conduzidas até o momento apontam que o dinheiro sacado tem origem no desvio de recursos públicos. A constatação exigiu cruzamento de dados e auditoria rápida para interromper o fluxo ilícito antes que a verba fosse empregada nos pleitos em curso.

Operação mira políticos investigados

A apuração da força-tarefa policial identificou que a operação tem como principais alvos dois políticos com atuação no estado do Pará. As autoridades buscam esclarecer a participação de figuras com mandatos vigentes e candidaturas ativas no esquema de compra de votos.

Um dos investigados exerce o cargo de vereador e concorre nesta eleição a uma vaga de deputado estadual. O segundo alvo é um deputado estadual que tenta ampliar sua representatividade ao disputar uma cadeira na Câmara dos Federais.

Apesar de figurarem como principais suspeitos de comandar a estrutura que recebia os recursos desviados, nenhum dos dois políticos foi preso em flagrante durante a investida realizada na agência bancária.

Apoio técnico e rastreio

O sucesso na interceptação dos valores e na identificação rápida dos envolvidos contou com a participação direta da Controladoria-Geral da União. O órgão federal atuou na análise técnica e na rastreabilidade dos recursos públicos movimentados pelos suspeitos.

A cooperação entre as instituições permitiu mapear o caminho percorrido pelo dinheiro desde a origem nos cofres públicos até o momento do saque em espécie. Essa trilha financeira é considerada essencial para embasar os próximos passos do inquérito policial.

Além da quantia milionária em espécie, as equipes policiais apreenderam uma arma de fogo e diversos materiais durante as diligências. Todo o material recolhido passará por exames periciais para subsidiar a denúncia formal.

Crimes e desdobramentos judiciais

Os dois suspeitos presos no momento do saque foram conduzidos às autoridades competentes e colocados à disposição da Justiça Eleitoral do Pará. Eles deverão responder criminalmente conforme o grau de envolvimento individual apurado pelos investigadores.

O rol de crimes atribuídos no inquérito inclui lavagem de dinheiro, peculato e associação criminosa. Também foram imputadas condutas relativas a corrupção eleitoral, porte ilegal de arma de fogo e resistência à ação policial.

Com a formalização das prisões e a análise dos documentos e equipamentos apreendidos, o inquérito policial prossegue para esgotar todas as linhas de investigação sobre o desvio de verbas públicas no estado.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *