Influenciadora digital é executada a tiros no Pará com marca de facção na fachada

Evellyn Lima Dantas estava em liberdade provisória e respondia a investigações sobre a morte de um sargento da Polícia Militar no interior do estado.

Da
Redação
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A Polícia Civil e a Polícia Militar do Pará investigam a execução da influenciadora no município de Mãe do Rio.
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A influenciadora digital Evellyn Lima Dantas foi executada a tiros na madrugada desta quarta-feira (16/9), no município de Mãe do Rio, localizado no nordeste do Pará. O crime aconteceu no imóvel onde a vítima residia, mobilizando equipes de resgate e das forças de segurança da região.

Segundo relatos repassados por testemunhas às autoridades policiais, dois homens invadiram a propriedade durante a madrugada. A influenciadora foi rendida no interior do imóvel e arrastada pelos invasores até a entrada do local, onde acabou sendo atingida por disparos de arma de fogo.

A Polícia Militar do Pará foi acionada imediatamente para atender a ocorrência no endereço e isolar o perímetro para os trabalhos periciais. Logo após a execução do crime, os dois suspeitos fugiram da área e não foram localizados durante os primeiros procedimentos de varredura.

Fachada do imóvel exibia sigla associada a grupo criminoso

Na fachada da casa onde a influenciadora foi morta, as autoridades encontraram uma pichação recente com a sigla “TCP”. A marca faz referência ao Terceiro Comando Puro, organização criminosa originária do estado do Rio de Janeiro.

A Polícia Civil do Pará iniciou apurações para checar se a inscrição na parede possui ligação direta com a motivação da execução ou se o ato foi praticado para despistar a linha principal de investigação.

O ambiente passou por perícia técnica detalhada, e os policiais trabalham na coleta de depoimentos de vizinhos e possíveis imagens de segurança da rua para mapear a rota de fuga dos dois executores.

Vítima estava em liberdade provisória após prisão em julho

No momento em que foi morta, Evellyn Lima Dantas usufruía do benefício da liberdade provisória. A influenciadora havia sido detida em julho deste ano durante desdobramentos de uma operação policial na mesma região.

A prisão de Evellyn ocorreu sob a suspeita de participação na morte do sargento da Polícia Militar Antônio Anildo Alves. O militar foi assassinado enquanto estava em frente a um supermercado do município.

Na ocasião do ataque ao PM, quatro homens encapuzados chegaram ao estabelecimento comercial dentro de um automóvel e efetuaram disparos à queima-roupa, atingindo o sargento na cabeça antes de fugirem do local.

Investigação anterior apontou entorpecentes e carregadores

Além da apuração referente ao homicídio do sargento, Evellyn Dantas havia sido autuada em flagrante por tráfico de drogas no decorrer das diligências policiais realizadas no mês de julho.

Durante as buscas efetuadas pelas forças policiais naquele período, foram apreendidas porções de maconha e cocaína que estavam na posse da influenciadora, além de dois carregadores de arma de fogo de uso restrito.

As investigações do caso do policial resultaram na prisão de outras quatro pessoas suspeitas de integrar o grupo que planejou ou executou o ataque ao sargento da reserva.

Polícia Civil busca esclarecer autoria e motivação do homicídio

A Polícia Civil do Pará abriu um novo inquérito policial para apurar os responsáveis diretos pela execução de Evellyn Lima Dantas e entender o contexto exato do crime no nordeste paraense.

As equipes policiais averiguam se a morte da influenciadora possui relação com a execução do sargento em julho, com desavenças associadas ao tráfico de drogas ou com disputas entre facções rivais.

Até o momento, nenhum suspeito da invasão e dos disparos contra a influenciadora foi preso, e as diligências prosseguem na cidade de Mãe do Rio e em municípios vizinhos.

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